O domingo, 18 de dezembro de 2005, amanheceu com a predominância de três cores em todo o Brasil: o preto, o vermelho e o branco do São Paulo, que do outro lado do mundo encararia o Liverpool, da Inglaterra, pela decisão do Mundial de Clubes em busca do tricampeonato.

Depois de 12 anos, os são-paulinos voltaram a viver a emoção de ver o seu time em campo novamente contra um gigante europeu, decidindo um campeonato que a equipe do Morumbi havia vencido em 1992 e 1993.

O jogo

Rogério Ceni; Fabão, Edcarlos, Lugano; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo, Júnior; Amoroso e Aloísio foram os 11 jogadores escalados por Paulo Autuori para a grande batalha.

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O Liverpool de Gerard impunha respeito e mostrou força durante todo a partida.

O Liverpool, que não sofria gols havia 11 partidas, foi vazado aos 26 minutos da primeira etapa, quando o volante Mineiro penetrou na defesa dos Reds e abriu o placar para o São Paulo, após assistência de Aloísio.

A partir do gol, e de ter brilhado a estrela de Mineiro, quem passou a brilhar foi Rogério Ceni. O Liverpool passou a atacar de todas as maneiras. Ainda no primeiro tempo, teve bola na trave cabeceada por Luiz Garcia, aos 28, grande defesa de Rogério, aos 38, e a maior pressão estava reservada para a segunda etapa.

Três gols anulados no segundo tempo

Em sua despedida do #Futebol, na semana passada, Rogério Ceni agradeceu a Marco Aurélio Cunha por tê-lo enganado antes da partida final em 2005. O médico teria dito a Rogério que o joelho dele estava bom.

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“Eu acreditei”, disse o goleiro no gramado do Morumbi. O camisa 1 jogou contundido.

Os jogadores do Liverpool nem repararam. Em uma das jogadas mais emblemáticas da decisão, Rogério Ceni fez uma defesa incrível, após Gerrard cobrar falta e mandar a bola no ângulo. O goleiro-artilheiro ainda fez outras defesas importantes durante toda a segunda etapa.

Rogério só não conseguiu evitar os gols de Luiz Garcia, aos 15 minutos, Hyppia, aos 21, e Pongolle, aos 44. Mas os três foram anulados pela arbitragem. O primeiro e o terceiro por impedimento. O segundo porque o árbitro mexicano Benito Archundia marcou falta de Luiz Garcia no goleiro.

No fim das contas, o Liverpool chutou 21 bolas a gol, teve 17 escanteios, mas o São Paulo marcou um gol, não tomou nenhum e comemorou o tricampeonato mundial naquela manhã de domingo.

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