O UFC sempre foi muito questionado pelos fãs, mesmo aqueles assíduos aos seus grandes eventos, mas ultimamente as indagações dos espectadores têm sido bem mais frequentes e incisivas. Tudo pelo simples fato de os “três gigantes” unânimes no octógono caírem, de forma vergonhosa,nas últimas lutas, para oponentes aparentemente mais fracos e “coincidentemente” no mesmo ano.

Caso Honda Housey – A mais bela do UFC, ou melhor, a única bela do UFC, ostentava um recorde de vitórias esmagadoras e inquestionáveis sobre suas adversárias, do tipo que não permitia as mesmas sequer respirarem, vencendo-as ainda nos primeiros segundos de luta.

Publicidade
Publicidade

Era de se esperar uma grande comoção ao ver a poderosa e invicta Honda Rousey (que nunca precisou esperar pela decisão dos juízes para decidir uma luta) ser inteiramente dominada por uma até então desconhecida Holly Holm, que pela primeira vez impôs grande dificuldade a rainha dos octógonos e a venceu no 2º Hound de uma forma pouco convencional. O que levanta certas suspeitas sobre algum arranjo nessa luta foi uma afirmação profética de Honda um mês antes do embate:

"Essa luta vai ser muito mais longa do que as anteriores, porque ela é 19 vezes campeã de boxe, com 100% de defesa de quedas e nocautes com chutes na cabeça. Ela está invicta e é uma atleta maravilhosa, definitivamente o maior perigo que já enfrentei.(...) Acho que ela vai tentar manter a distância para me deixar tão frustrada a ponto de eu cometer um erro e aí ela vai tentar chutar a minha cabeça, mas isso não vai acontecer.

Publicidade

É apenas o que ela quer."

Caso Chris Weidman – Um grande lutador, conhecido como o “matador de brasileiros” por vencer os oponentes brazucas com certa facilidade, entre eles o famoso “Sapiderman” no auge de sua carreira, que foi derrotado duas vezes, na última delas Anderson Silva seguiu direto para o hospital. Embora Weidman tenha enfrentado, em sua última luta, um adversário de alto nível, Luke Rockhold, e este adversário ter demonstrado seu alto nível de preparo dentro do próprio octógono, Weidman vinha conduzindo a luta, com certa dificuldade porém dominava, até o momento que tentou dar um chute desengonçado girando a perna para trás, um golpe quase teatral e infantil foi quando o adversário o agarrou por trás levando-o ao solo e após isso, todo sabe o desfecho.

“Um golpe tão despretensioso, sem força e pessimamente executado por um lutador do nível de Chris Wiedman deixa uma margem considerável para suspeitas, e não precisa ser muito cético para isso”

Caso José Aldo – A brilhante trajetória de José Aldo é conhecida por todos nós, um campeão espetacular com várias lutas e uma única derrota na carreira, porém, sua última luta foi a coisa mais melancólica que já vi.

Publicidade

Um lutador que, apesar do seu ritual comedido e compenetrado, demonstrava autoconfiança, disposição, coragem, e emanava vibrações positivas, porém desta vez demostrou uma falta de brio indescritível. Uma luta que sequer merece comentários, pois o falastrão Irlandês Conor Mcgregor sequer suou e com apenas dois golpes pôs fim à lide.

“A ansiedade de Aldo foge a sua postura normal apresentada em suas lutas anteriores e isso deixa uma série de dúvidas no ar.”

Será que o UFC está mais para a realidade das arenas de Roma ou mais para o teatral circo do vale tudo mexicano? Será que os grandes e bem pagos lutadores não passam de meros atores mal treinados? Será que os atletas de alto nível deste mega espectáculo não passam de peças de xadrez nas mãos do poderoso chefão Dana White? Tirem suas próprias conclusões... #Entretenimento #Curiosidades #Resenha Esportiva