Recentemente o Rio Grande do Sul foi assolado, como vem acontecendo principalmente nos meses de dezembro, por terríveis tempestades e furacões deixando um rastro de destruições, alagamentos, e muitos desabrigados. Na inércia, como se não bastasse, milhares de pessoas ficam sem energia elétrica e por consequência sem água.

Aqui em Santana do Livramento, no extremo sul do Estado na fronteira com Uruguai a realidade não foi nada diferente. Para uma população estimada em 85 mil, 11 mil atingidos proporcionalmente pode se considerar uma tragédia.

Dois jogadores em apenas um!

Enquanto muitas famílias se utilizam de lampiões e velas para substituir a falta de energia elétrica nestes nefastos momentos, há quem não se importe com o inesperado breu noturno e repentino apagão durante uma atividade.

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Neste tocante se enquadram os enxadristas do Bobby Fischer Xadrez Clube, que estavam disputando um torneio de xadrez na noite nesta última quinta-feira, dia 17 de dezembro.

Estamos rodeados de super-humanos que nem imaginamos. Não precisam usar máscaras, uniformes ou capas para reconhecermos estes personagens. Eles também não obedecem a um padrão de idade. Independente de velho, novo, rico ou pobre – todos têm o mesmo direito de se engalfinharem no tabuleiro. Por mais paradoxal que pareça, tanto um veterano ou senil jogador de xadrez tem as mesmas condições de vencer quanto uma criança, um jovem ou um adulto, independente do sexo. Bem diferente de outros "esportes", onde se perde a vida de forma fútil e sem sentido, como aconteceu também no RS.

A fascinação destes adeptos super-humanos do "esporte ciência", e ginástica da inteligência, é de tal forma tão abnegada que mesmo sob a escassa e oscilante luz de uma singela chama amarelada deste círio branco não abandonaram a partida.

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É claro que em determinado momento um dos enxadristas, o mais idoso cuja visão já não conseguia acompanhar os lances teve que recorrer à lanterna de seu telefone celular.

Curiosamente a disputa final envolveu Tiago Braz, vice-campeão brasileiro pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e um dos gêmeos Rafael e Gustavo El Hanini que, sendo gêmeos idênticos univitelinos e vestindo roupa também igual, quando a chama da vela por vezes apagava, eles trocavam de lugar e Tiago nem percebia. #Educação #Curiosidades