A CBF (Confederação Brasileira de #Futebol) decidiu, em uma assembleia geral realizada em sua sede no Rio de Janeiro, na última quarta-feira, dia 27, aprovar a realização da Primeira Liga em 2016 (que estava sendo chamada de Liga Sul-Minas-Rio). A decisão foi divulgada pelo órgão à imprensa no dia seguinte ao encontro, 28. Segundo representantes da entidade, a mesma não vai se colocar contra a competição, no entanto, exigirá que ela respeite todas as normas de realização impostas pela FIFA e pela própria CBF.

Participaram da assembleia, representantes das federações de futebol de todos os 26 estados do país, mais o Distrito Federal.

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Os representantes da Primeira Liga comemoraram a decisão da CBF, afirmando que a aprovação se configura em uma vitória do futebol brasileiro. Advogados dos representantes da liga afirmam que a competição é legal e está fundamentada em um artigo da Lei Pelé, que legitima os clubes brasileiros a criarem qualquer torneio ou campeonato, independentemente da aprovação da CBF.

Contudo, ambas as partes já comunicaram à imprensa que vão se reunir em breve para acertar todas as questões pendentes, para que a Primeira Liga seja incluída oficialmente no calendário do futebol brasileiro, a partir de 2017. Ao todo, 12 clubes estão na competição, que já teve início na última quarta-feira, 27 de janeiro, mesmo sem ainda contar com a aprovação da CBF.

Os clubes que representam a região sul são: Grêmio e Internacional (Rio Grande do Sul); Avaí, Criciúma e Figueirense (Santa Catarina); Coritiba e Atlético-PR (Paraná).

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Representando o estado de Minas Gerais estão: América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. Já entre os times do Rio de Janeiro que participam da Primeira Liga, estão apenas dois: Fluminense e Flamengo.

A Federação de Futebol do Rio já se colocou contra a realização da liga, inclusive, ameaçando desfilar a dupla Fla-Flu por participarem do torneio. Entretanto, a FERJ ainda não se pronunciou com relação à aprovação feita pela CBF.

Um novo caminho para os clubes

Para o jornalista esportivo André Oliveira, a criação da Primeira Liga aponta um caminho para que os clubes de futebol se reorganizem e fiquem cada vez mais independentes de órgãos como a FIFA e a CBF.

“Acredito muito que a Primeira Liga será um sucesso, e torço para que este sucesso encoraje outros clubes de outras regiões do país, e até mesmo do mundo, a se reorganizarem e criarem suas próprias competições. Os recentes casos de corrupção na FIFA, na UEFA e na CBF comprovam que estas entidades estão falidas e extremamente corrompidas, elas não podem mais mandar no futebol em lugar algum, isso é fato”, afirma Oliveira.

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“Se os clubes perceberem que são eles os protagonistas do espetáculo, vão entender que não precisam de nenhuma federação corrupta para guiá-los, e poderão criar suas próprias competições, seus próprios contratos com direito de imagem, transmissão, etc. A Primeira Liga aponta para um caminho mais justo e menos corrupto do futebol brasileiro, e, por que não, do mundo”, conclui o jornalista. #Negócios #Jogos