A emoção tomou conta da Rod Laver Arena quando Lleyton Hewitt disparou um backhand para fora e perdeu o jogo para o espanhol David Ferrer. Naquele instante, uma linda carreira de quase 20 anos no #Tênis ganhava o seu ponto final. Desde o ano passado, Hewitt havia decidido que pararia logo após a sua caminhada no Australian Open de 2016. Chegou a ganhar a primeira rodada do compatriota James Duckworth, mas, na madrugada desta quinta-feira (21), não suportou a consistência de David Ferrer, que o bateu em três sets, com parciais de 6/2 6/4 6/4.

Embora tenha sido número 1 do mundo no final da temporada de 2001 e despontado como um dos grandes nomes do tênis no princípio da década, Hewitt nunca conseguiu conquistar o Grand Slam jogado na sua casa, o Australian Open, torneio no qual optou que marcasse a sua despedida.

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Em 2005, foi vice-campeão ao perder para o russo Marat Safin. O australiano encerra a carreira com dois títulos de Majors: US Open, em 2001, e Wimbledon, em 2002.

Na despedida, a diferença de nível entre os tenistas ficou evidente. Cabeça de chave número 8 do torneio, David Ferrer imprimiu o seu ritmo de jogo desde o princípio da partida e não deu chances ao lendário tenista local. Em dez tentativas ao longo do jogo, Hewitt só conseguiu quebrar o serviço do espanhol em uma única ocasião, já no terceiro set. No final do confronto, espaço para reverência: no cumprimento habitual dos tenistas na rede, Ferrer fez um gesto em sua própria camisa. Na entrevista pós-jogo, explicou:

"Eu nunca fui um jogador que teve muitos ídolos. Mas posso dizer que Lleyton Hewitt é um ídolo que tenho. Há uns oito anos, pedi que ele autografasse uma camisa.

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Na minha casa, eu tenho um museu e essa é a única camisa de tenista que tenho lá", reverenciou o espanhol.

Emoção na despedida

Aplaudido de forma contundente pelo público, Lleyton Hewitt resumiu o seu sentimento após o duelo ainda em quadra. O antigo número 1 do mundo, que jogou as suas duas partidas no Aberto da Austrália com uma camisa em homenagem ao seu país, fez questão de reforçar o seu patriotismo. Em seguida, foi surpreendido com a visita dos três filhos pequenos dentro da cancha.

"Tentei dar o meu máximo o tempo inteiro, e fiz isso durante todas essas últimas partidas da minha carreira. Mas creio que tive um último mês incrível, pude jogar em várias cidades da Austrália. O público aqui é fantástico e me sinto honrado por ter jogado tantos anos com uma torcida como essa", salientou Hewitt.

Pelo Facebook, Gustavo Kuerten, o Guga, também prestou uma homenagem ao australiano. Ao publicar uma foto em que ambos aparecem abraçados e sorrindo, o melhor tenista brasileiro de todos os tempos fez elogios e ainda disse: "Obrigado".

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Vale lembrar que Guga e Hewitt foram grandes rivais no início dos anos 2000, protagonizando duelos históricos como na vitória do australiano nas quartas de final da Copa Davis de 2001. Não há uma sirene que toque aos tenistas indicando o final da trajetória, mas a hora chegou para Lleyton. Não sem deixar saudades. #Entretenimento #História