Pentacampeão na Austrália, Novak Djokovic iniciará a sua caminhada no primeiro Grand Slam do ano com um favoritismo que poucas vezes se viu no mundo do #Tênis. Após uma temporada de 2015 fabulosa, em que conquistou três dos quatro Slams possíveis, o sérvio número 1 do mundo reduziu os seus principais oponentes a meros coadjuvantes e iniciou o novo ano dando mostras de que seguirá reinando absoluto no circuito da ATP.

Nole abrirá a sua participação no Aberto da Austrália, que tem início na madrugada deste domingo (horário de Brasília), já com um título na temporada: em Doha, no Catar, passou por cima do Rafael Nadal e faturou a taça após um irretocável 6/1 6/2 – o placar mais “fácil” em 47 confrontos diante do espanhol.

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A resignação de Nadal após o confronto resume o momento de Djokovic: “Eu nunca tinha visto alguém jogar nesse nível”.

Como se precisasse, o sérvio ainda viu o sorteio da chave do Australian Open de 2016 “sorrir” para si: na estreia, enfrenta o jovem sul-coreano Hyeon Chung, de 19 anos e apenas o 57° da ATP. Se for confirmando o favoritismo e avançando, Djokovic teria um grande desafio especialmente na semifinal, cujo rival poderá ser Roger Federer, detentor de 17 Grand Slams, mas infeliz nos últimos duelos contra Nole: foi derrotado nas finais de Wimbledon e do US Open em 2015.

O retrospecto de Novak Djokovic contra Roger Federer, aliás, ilustra bem como o circuito do tênis mundial se desenha nesse momento, onde o sérvio já lidera o ranking por 181 semanas seguidas, ou 18 meses. Por mais que esteja cercado de lendas, como o próprio suíço e jogadores do porte de Rafael Nadal, Stan Wawrinka e Andy Murray, o sérvio não encontra mais adversários à sua altura.

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E esse panorama poderá demorar a ser alterado.

“O domínio absoluto de Djokovic dificilmente vai mudar em 2016. Não creio que Nadal vá melhor a ponto de ameaçá-lo. Federer reduziu o seu calendário e disputará poucos torneios, focando nas disputas de Wimbledon e nas Olimpíadas. E Murray será pai, algo que fatalmente tirará um pouco da sua atenção. Dos novos, ainda não vejo ninguém capaz”, destacou José Nilton Dalcin, jornalista especializado em tênis, em entrevista publicada pelo jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul.

Recordes pelo caminho

A absoluta supremacia de Novak Djokovic nos últimos anos o faz com que se aproxime de recordes importantes no mundo tênis. O maior deles ainda segue distante: Nole tem 10 títulos de torneios Grand Slams, enquanto Roger Federer, o líder no quesito, tem 17 taças desse porte no seu armário pessoal. Porém, uma outra disputa paralela entre os dois já pende mais ao sérvio. Com mais de US$ 94 milhões de premiação acumulado na carreira, Nole tem “somente” US$ 3 milhões a menos que o suíço, e poderá batê-lo já nesse ano.

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Em termos de permanência consecutiva como o número 1 do tênis, o sérvio ainda terá que remar um bocado. No momento, ele tem 181 semanas nessa condição. Segue atrás de quatro tenistas na história: Jimmy Connours (268), Ivan Lendl (270), Pete Sampras (286) e Roger Federer (302 semanas).

O fato é que a partir deste domingo há somente um objetivo na mente de Djokovic: voltar a vencer na Austrália, palco das suas conquistas em 2008, 2011, 2012, 2013 e 2015. Defender o título parece não ser problema ao atual melhor do mundo, ou alguém se credencia a desafiá-lo? #Entretenimento