Uma das manchetes mais recorrentes dos últimos meses nos noticiários esportivos mundo afora foi: "clube chinês faz oferta milionária por craque do #Futebol mundial". Estamos presenciando um momento atípico em que jogadores tem preterido o futebol europeu para se aventurar no periférico campeonato da #China. E olha, não estamos falando apenas de atletas decadentes. Ramires, Alex Teixeira, Renato Augusto, Jádson, Gil, Paulinho, são apenas alguns exemplos de jogadores brasileiros que encararam o desafio no mundo asiático.

Mas, além dos brasucas, a fortuna chinesa também atraiu outros jogadores que ainda detinham prestígio para permanecer na Europa, como é o caso do argentino Lavezzi, o marfinense Gervinho e os o colombianos Jackson Martínez e Fredy Guarin. 

O argentino Carlos Tévez do Boca Juniors e o santista Lucas Lima, assim como Alexandre Pato, fazem parte de um raro seleto grupo de jogadores que recusaram um contrato milionário na China para seguir seu caminho em seus respectivos clubes, exceto Pato, que cavou uma vaga na Premier League, conseguindo um empréstimo ao Chelsea

Mas a razão desta mina de ouro estar pulsante como um vulcão em erupção está diretamente ligada as pretensões ambiciosas do presidente chinês, Xi Jinping de massificar o futebol no país.

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Com a intenção de sediar uma edição da Copa do Mundo e conquistar um título mundial, o líder comunista conta o apoio da iniciativa privada para injetar recursos na popularização do esporte. A TV já embarcou nesta empreitada. Só para se ter uma ideia, os direitos de transmissão de 2016 a 2020 da Super Liga Chinesa foram negociados por 1,3 bilhão. Este valor é 30 vezes maior do que o último contrato.

Apostando nesta visibilidade e na proliferação do futebol chinês, as empresas abriram os cofres deliberadamente no fortalecimento da liga nacional, acreditando que a presença de nomes de impacto possa contribuir agregando conhecimento, experiência e principalmente qualidade, a exemplo do modelo japonês que ocorreu nos inícios dos anos 90 a partir da popularização radicada com a chegada de Zico. 

Os magnatas locais, proprietários dos clubes chineses, esbanjaram sua riqueza torrando uma fortuna no fortalecimento de suas equipes.

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Caso do Hebei China Fortune que investiu R$ 25 milhões na contratação de Lavezzi, que receberá R$ 1,26 mi por semana, se tornando o sétimo jogador mais bem pago do planeta. Este mesmo clube já havia gastado R$ 18 milhões pra tirar Gervinho da Roma. 

As extravagâncias não param por aí. O Jiangsu Suning desembolsou R$ 56 milhões com Alex Teixeira (Shakhtar Donetsk) e mais R$ 36 milhões para adquirir Ramires (Chelsea), enquanto que o atual campeão chinês, o Guangzhou Evergrande, pagou R$ 46 milhões ao Atlético de Madri por Jackson Martínez. 

Mas os planos ousado do presidente vai muito além desta gastança desenfreada em contratações de peso. Ji Xinping está lutando em outra frente para ver seu objetivo se materializar, fomentando a educação do esporte na grade curricular das escolas. Hoje o projeto contabiliza 5 mil unidades de ensino distribuídas por 123 cidades, que prevê a prática de futebol por três horas semanais. A projeção do governo é que até o ano de 2025, 50 instituições tenham aderido ao programa. 

Difícil de acreditar que a curto e médio prazo o presidente consiga fazer da seleção que atualmente ocupa o 93° lugar no ranking mundial se torne uma potência do dia para a noite.

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Embora o intuito de popularizar a liga nacional e fortalecer a prática do ensino nas escolas seja algo benéfico para a maior nação do planeta. As próximas gerações que virão é que irão nos provar se todo este investimento de agora foi válido, ou se foi apenas uma exibição de poder.