Na eleição realizada nesta sexta-feira, o suíço Gianni Infantino foi eleito como o novo presidente da Fifa, para ocupar a vaga deixada pelo compatriota Joseph Blatter, afastado do cargo devido aos escândalos de corrupção que o assolavam desde o ano passado. Blatter, que se manteve no cargo desde 1998, foi suspenso de suas atividades por 6 anos, acusado de "conflito de interesses" e "gestão desleal". 

Gianni Infantino derrotou na eleição desta sexta-feira Ali al Hussein, príncipe da Jordânia e ex vice-presidente da Fifa; Salman al Khalifa, membro da família real do Bahrein e presidente da federação da Ásia; Jérôme Champagne, ex vice-secretário-geral da Fifa; e Tokyo Sexwalle empresário de minérios sul-africano.

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Interinamente, o camaronês Issa Hayatou estava ocupando a presidência.

Porém, apesar de a Fifa ter um novo nome para a presidência, Infantino tem uma série de ideias semelhantes ao brasileiro João Havelange - presidente entre 1974 e 1998, e do próprio Blatter. Ele também defende algumas posições do francês Michel Platini, que pretendia concorrer, mas foi outro dirigente punido após a realização da Copa do Mundo do Brasil, quando os esquemas fraudulentos começaram a ser deflagrados.

Infantino, por exemplo, defende que a maior competição de #Futebol do mundo conte com a presença de 40 países, ou seja, um aumento de 8 nações a mais em relação ao formato atual. Desta maneira, sua plataforma política já começa a gerar algumas dúvidas sobre suas intenções. Vale ressaltar que quanto mais países estiverem envolvidos na Copa do Mundo, mais políticos e dirigentes esportivos poderão interferir nas decisões da Fifa, pleiteando cargos e vagas em federações.

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Perfil

Contudo, Infantino, de 45 anos, ostenta um perfil pessoal diferenciado quando comparado a Blatter. Advogado de formação, ele fala fluentemente cinco idiomas - inglês, alemão, italiano, espanhol e francês - e demonstra bom domínio de capacidades administrativas para lidar com os demais dirigentes e encargos de suas novas funções. Carismático, o suíço é visto com bom olhos para gerir a FIFA por ser um profissional mais técnico, ao contrário de Havelange e Platini, ex-atletas que posteriormente galgaram postos de relevância  dentro da entidade máxima do futebol.

O suíço também inicia seu mandato com a "ficha limpa", o que já é um excelente sinal, haja vista seu currículo impecável até o presente momento. Infantino nunca esteve envolvido em polêmicas ou teve seu nome vinculado aos esquemas de corrupção dentro da Fifa. Recentemente, a indicação da candidatura da Rússia para sediar o Mundial de 2018 foi abalada por uma série de escândalos sobre compras de votos para que a competição fosse disputada no país comandado por Vladimir Putin. #Futebol Internacional #Corrupção no futebol