A temporada 2016 do #Futebol brasileiro mal começou e já está cheia de polêmicas. É Flamengo e Fluminense sendo obrigados a disputar o Carioca com suas principais equipes, dirigente do Cruzeiro confessando que já comprou árbitros em jogos da equipe... mas talvez a maior delas seja o imbróglio que envolve CBF, Turner, Esporte Interativo e #Rede Globo. Sim, a toda poderosa emissora de TV da família Marinho pode estar muito perto de perder os direitos de transmissão da maior competição de futebol do país. Motivo? A ambição (positiva) do Esporte Interativo.

Há muito tempo reclama-se do monopólio que a Rede Globo fez com as principais competições esportivas do país, afinal, atualmente, as transmissões das partidas do Campeonato Brasileiro são exibidas pela própria Globo e suas afiliadas, SporTV (canal do grupo Globosat na TV fechada) e pelo Premiere (serviço de pay per view também administrado pela Globosat).

Publicidade
Publicidade

E isso, de fato, vem prejudicando o esporte mais amado Brasil, dentro de campo.

Com a diferença de cotas de TV discrepante que existe hoje (Corinthians e Flamengo abocanham a maior parte), as equipes menores ficam sem capital para realizarem investimentos e as competições perdem em competitividade. E talvez seja essa a maior vantagem de uma possível intervenção da Turner (empresa americana dona dos canais Esporte Interativo, Cartoon Network, etc...). Mesmo que a negociação seja para o EI começar as transmissões apenas em 2019, já seria um grande passo rumo ao fim do "reinado" da Rede Globo no futebol brasileiro.

Grêmio, Fluminense, Internacional, Santos, Coritiba, Atlético-PR e Bahia, até o momento, negociam com o Esporte Interativo. Entre as muitas cláusulas do contrato, temos: o fim de partidas as 22 horas, divisão mais justas das cotas de TV e bônus em dinheiro por pontuação e audiência dos clubes.

Publicidade

Esse modelo de divisão é muito semelhante ao que é utilizado hoje no Campeonato Inglês (o mais assistido e mais rentável do mundo), onde os clubes recebem 50% do montante de forma igualitária entre eles, mais 25% por ranqueamento e 25% por audiência na TV.

E você leitor, acha que a investida do Esporte Interativo será benéfica para o futebol, que tanto precisa de melhorias no Brasil? #Resenha Esportiva