Após os escândalos seguidos de casos de doping envolvendo o atletismo russo, a WADA (Agência Mundial Antidoping) e a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) declararam que o tempo é escasso para que os atletas do país europeu possam competir nas Olimpíadas Rio 2016. Segundo dirigentes que regem a maior autoridade responsável por doping no mundo, as medidas pedidas para que os russos provem sua inocência não estão sendo cumpridas dentro do prazo previsto.

Enquanto a Rússia procura soluções para evitar o banimento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a WADA anunciou que alguns treinadores ainda estariam envolvidos em manobras ilícitas para melhorar a performance de seus atletas.

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Os casos de corrupção foram denunciados após um relatório evidenciar que os órgãos russos responsáveis pelo controle do doping estavam acobertando casos cujos resultados testavam positivo. Para piorar, integrantes de diversas modalidades ainda incentivavam os competidores a ingerir suplementos e medições proibidas.

Alguns atletas arrependidos serviram como testemunha durante as investigações iniciais e comprovaram os casos de corrupção dentro da Federação Russa de Atletismo. Caso não consiga cumprir as exigências impostas pela WADA e pela IAAF, incluindo medidas de transparência e colaboração junto aos órgãos internacionais, a Rússia seguirá impedida de participar de eventos oficiais. O problema, no entanto, é que existe a desconfiança de que a segunda maior potência da modalidade estaria apenas ganhando tempo para protelar uma sentença definitiva somente depois da Rio 2016.

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Corrida contra o tempo

O quadro de casos de corrupção e de doping envolvendo a Rússia ganhou contornos dramáticos na última segunda-feira (7), quando a tenista Maria Sharapova veio a público informar que fora flagrada em teste realizado no Aberto da Austrália, por utilizar uma medicação proibida somente neste ano. Apesar de seu caso apresentar atenuantes, a porta-bandeira da delegação russa dos Jogos de Londres 2012 dificilmente escapará de uma pena pesada, com possível suspensão de até um ano, já a partir de março.

Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica e detentora de diversos recordes no salto com vara, tem um currículo limpo, mas assim como outros atletas sem conexão com as manobras, pode ficar de fora dos Jogos do Rio de Janeiro. As autoridades russas correm contra o tempo antes que a WADA e IAAF decretem de vez a extensão da pena para o atletismo russo, mas com tantos interesses em jogo, parece difícil que estrelas importantes da categoria consigam vir ao Brasil para o evento que tem início marcado para o dia 5 de agosto. #Rio2016 #Tênis