Parecia que ia ser fácil. O gol de Douglas Costa aos 40 segundos do primeiro tempo deu um indício de que o Brasil superaria o Uruguai sem sustos na Arena Pernambuco. Apenas parecia. Como é típico dos confrontos entre estes dois gigantes sul-americanos, mesmo quando falta técnica nunca falta emoção. E não foi diferente na 72ª edição do chamado Clássico da Cisplatina, entre a seleção Canarinho e a Celeste Olímpica.

Com o gol precoce, o Brasil colocou a bola no chão, tocou-a com precisão na maioria das vezes e tomou a iniciativa do jogo. Neste processo de amadurecimento do segundo gol, o protagonismo coube à trinca formada por #Neymar, Douglas Costa e Willian, que foram bastante acionados e se mostraram à vontade e “donos” do campo.

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Aos 25 minutos, em mais uma bela jogada, Neymar tocou para o ex-corintiano Renato Augusto, que contou com a falha de Álvaro Pereira na tentativa de corte. A bola acabou sobrando para o brasileiro que, com um bonito jogo de corpo deixou Muslera no chão e ficou com o gol aberto para marcar o segundo gol brasileiro.

Até aqui, o roteiro parecia semelhante àquele entre Brasil e Peru, em novembro, quando a Seleção venceu fácil por 3 a 0, em Salvador, inclusive com gols de Douglas Costa e Renato Augusto. A diferença é que, no jogo de Pernambuco, o Brasil jogava bem e mereceu a vantagem. No entanto, aos 31 do primeiro tempo, Cavani marcou depois da zaga falhar e permitir que Álvaro Pereira ajeitasse de cabeça para o atacante do Paris Saint-Germain, que bateu forte sem chance para Allison. A partir do gol uruguaio, o jogo se tornou mais aberto, no estilo lá e cá, com as duas zagas mostrando suas fragilidades.

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No segundo tempo, o jogo foi do Uruguai, que marcou logo aos 3 minutos com Luiz Suarez. David Luiz falhou na marcação, permitindo o chute do atacante do Barcelona, e Allison falhou ao não defender uma bola defensável. O gol trouxe nervosismo ao time brasileiro e fez da Celeste a "senhora da partida", tendo inclusive chances de virar o placar. Mas não virou. Assim, os uruguaios perderam a chance de quebrar um tabu que vem desde 1º de julho de 2001, quando venceram os brasileiros por 1 a 0 em Montevideo, em partida válida pelas eliminatórias para a Copa de 2002 (Coreia-Japão).

Depois do jogo, o técnico Dunga, do Brasil, destacou as qualidades do adversário, mas culpou a queda de produção do seu time no segundo tempo. “Nós deixamos de fazer o que fizemos no primeiro tempo, o que criava grandes dificuldades à zaga uruguaia. No segundo tempo ficamos mais estáticos. Além disso, jogar contra atacantes como Cavani e Suarez não é fácil e nunca foi fácil.”

As mudanças de Dunga (Fernandinho por Philippe Coutinho; Diego Costa por Ricardo Oliveira; e Willian por Lucas Lima) em nada mudou o cenário em campo.

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O resultado, embora ruim, mantém o Brasil na terceira colocação na tabela de classificação das eliminatórias sul-americanas, com oito pontos, dois a menos que o próprio Uruguai e cinco a menos que o líder Equador. Agora o Brasil segue para a cidade de Viamão (RS) onde fica até segunda-feira (27) se concentrando para o jogo de terça-feira contra o Paraguai (que também tem 8 pontos, assim como Argentina). Depois disso, segue para Assunção.

Para este jogo não terá Neymar, por conta de seu segundo cartão amarelo. Aos 18 minutos do segundo tempo, o camisa 10 entrou de sola em Gonzáles e foi amarelado. O mesmo aconteceu no jogo anterior, contra o Peru. Dunga, por sua vez, discordou da punição ao seu jogador. “No meu modo de ver a falta que ele fez não foi tão grave para valer cartão amarelo. Mas, em se tratando de Neymar, ele vai ter que aprender a lidar com isso”, destacando ainda que espera que as faltas sofridas por Neymar sejam punidas com o mesmo rigor. #Futebol #Seleção Brasileira