Assim como aconteceu na Copa de Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro não trouxeram um viés positivo para os grandes clubes do #Futebol carioca, que desabrigados, mais uma vez precisam recorrer a alternativas desagradáveis aos seus torcedores, em suas partidas como mandantes. Há menos de dois meses para o início do #Campeonato Brasileiro, #Botafogo, Fluminense e Flamengo vivem uma incógnita em busca de um estádio para realizar seus jogos. Único clube ileso desta situação, o Vasco terá o seu campo de São Januário em perfeitas condições para disputar seus jogos pela Série B.

O estádio vascaíno que poderia suprir boa parte da demanda de jogos dos clubes cariocas, está de portas fechadas para a dupla Fla-Flu por intrigas políticas entre seus dirigentes.

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Apenas o Botafogo que vive um momento de paz com o clube da Colina, está autorizado a atuar em São Januário, assim como já vem ocorrendo ao longo do Campeonato Carioca.

Caldeirão de Caio Martins

O velho palco de guerra botafoguense, o Estádio de Caio Martins, mesmo acanhado e distante da cidade do Rio de Janeiro, há muito tempo é a casa preferida dos seus torcedores. Sem conseguir lotar o Engenhão na maioria de suas partidas, volta e meia o caldeirão localizado em Niterói, vem à tona, como o estádio ideal para o Botafogo exercer seu mando de campo, se impondo diante dos adversários, fator que quase não acontece no Engenhão, em razão do seu tamanho e da sua distância entre arquibancada e gramado.

Desde o ano de 2004, Caio Martins não recebe uma partida da equipe profissional e por muito tempo ficou abandonado, vendo suas instalações se degradarem diante do ostracismo.

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A partir da posse da atual diretoria alvinegra, uma das metas desta gestão foi resgatar o palco de tantas alegrias do seu torcedor como, boa parte da campanha do título brasileiro de 95 e também no acesso a primeira divisão, quando o clube disputou a Série B pela primeira vez no ano de 2003.

Entretanto, se Caio Martins parece ser a opção mais atrativa em tempos de estádios vazios pelo Brasil afora, em contrapartida, esta opção no momento é a menos viável para o clube. Ainda que o seu gramado esteja revitalizado e pronto, a estrutura do estádio como suas arquibancadas, vestiários e iluminação estão bastante defasados, necessitando de reformas que custariam cerca de R$ 15 milhões ao Botafogo.

Para viabilizar os reparos necessários nas arquibancadas e demais pendências o clube tem tentado a parceria da iniciativa privada para agilizar nas reformas a tempo. Com a estreia no Campeonato Brasileiro marcada para 14 ou 15 de maio diante do São Paulo, fica difícil imaginar que o Caio Martins esteja devidamente pronto e liberado para que o Botafogo possa realizar lá suas partidas.

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Casas alternativas

Com a hipótese do Caio Martins distante, aumenta chance do clube ter uma casa itinerante para o desagrado do seu torcedor. Todavia é possível que São Januário continue recebendo a maioria dos jogos do Botafogo, já que o clube sequer tem arcado com a despesa do aluguel do estádio, em virtude de uma dívida do Vasco com o glorioso. Entretanto, os alvinegros não parecem nada satisfeitos com a opção de jogar na Colina, visto a média de público baixíssima do time em seus jogos lá realizados pelo estadual do Rio de Janeiro.

Há ainda opções mais remotas como o estádio Raulino de Oliveira em Volta Redonda, Juiz de Fora, Brasília ou Espírito Santo, que em tese, até poderiam elevar um pouco a média de público do Botafogo, por outro lado, prejudicaria diretamente a equipe com tantos deslocamentos para fora do Rio de Janeiro. Este impasse de onde será a casa alvinegra no Brasileirão parece que ainda terá alguns longos capítulos, até que seu torcedor conheça onde de fato, será o campo de batalha botafoguense para o restante da temporada.