Mais uma complicação surgiu para que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro aconteçam sem incidentes. Com os seguidos escândalos de doping no esporte em diversas modalidades, o Brasil terá de criar um tribunal específico para analisar possíveis casos de uso de substâncias ilícitas. A WADA (Agência Mundial Antidoping) impôs ao #Governo brasileiro um prazo para que o novo órgão seja apresentado, evitando desta forma que o acordo entre as partes fique sendo protelado, até a data das competições, no início de agosto.

George Hilton, ministro do Esporte, assegurou que até o dia 18 de março - data limite imposta pela WADA - o Governo terá uma solução para atender aos anseios da entidade.

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Entretanto, o dirigente não afirmou como se dará esse processo. Caso não consiga estabelecer o tribunal até a data limite, o Brasil pode até perder o direito de julgar os casos de doping na Rio-2016, sendo imediatamente descredenciada pela WADA.

O ministro admitiu se tratar de uma exigência da WADA, mas minimizou o risco de o País ser punido, mesmo com o prazo apertado para cumprir o combinado. Além disso, Hilton assegurou que a Casa Civil "está debruçada (neste tema)", e a solução para colocar o órgão em funcionamento deverá ocorrer em breve. O ministro não descartou apelar para um decreto ou uma medida provisória para acelerar o processo, dando a entender que todas as partes estão empenhadas quanto ao problema do doping.

No ano passado, o Brasil passou a fazer parte de uma lista de países que precisam acelerar a condução da forma como lidam com casos de doping.

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No entanto, o próprio ministro - após participar de um evento teste onde será realizada a competição de golfe - admitiu que existe muita discordância entre os órgãos competentes da área neste momento. 

Ainda segundo Hilton, o atual momento político brasileiro - cercado de polêmicas por conta da Operação Lava Jato - não terá qualquer efeito negativo para os preparativos dos Jogos Olímpicos. Muito seguro de que os preparativos estão dentro do cronograma, o ministro encerrou ao enfatizar que "o Brasil tem condições de sediar um evento desse porte". Otimista, o responsável pela pasta afirmou que esteve no Canadá no ano passado para dar mais garantias de que tudo está sendo realizado de acordo com as normas estipuladas pela WADA.

Pente-fino e o escândalo russo

As preocupações da WADA ganharam mais força após os escândalos envolvendo atletas russo do atletismo, que acusaram os órgãos antidoping do próprio país de incentivar e acobertar o uso de substâncias para ganho de rendimento, intervindo nas ações da WADA.

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Nesta segunda-feira (7), mais um grande baque para o esporte, quando a tenista russa Maria Sharapova anunciou ter sido flagrada durante o Aberto da Austrália por uso de um remédio que foi proibido neste ano. Ela está temporariamente suspensa e dificilmente escapará de uma pena inferior a um ano. A musa siberiana tem o apoio de Shamil Tarpischev, presidente da Federação Russa de #Tênis, que conta com sua principal jogadora para a Rio-2016. Sharapova foi a porta-bandeira em Londres-2012, quando ficou com a medalha de prata. #Rio2016