Capaz de lances geniais com a bola no pé, Paulo Henrique Ganso há anos convive com as críticas e questionamentos em relação a sua efetividade em campo. Camisa 10 à moda antiga, jogador que antevê as jogadas com um exímio poder de passar, lançar e finalizar, o armador são-paulino peca pela falta de mobilidade e participação na partida quando não tem a bola dominada.

Nos anos 60 e 70, provavelmente Ganso seria mestre do futebol. Mas em tempos modernos onde os 11 jogadores necessitam ser dinâmicos exercendo uma função tática e compondo as linhas do campo, o jogador expõe sua deficiência de acompanhar o ritmo acelerado que o futebol de hoje exige.

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No empate diante do River Plate no Monumental de Nuñez nesta semana, pela Copa Libertadores, Ganso talvez fez uma de suas melhores partidas desde que chegou ao Morumbi, sendo protagonista e chamando a responsabilidade. Mas infelizmente, para o torcedor, isto não é garantia de que a partir de agora veremos um jogador mais participativo e menos apático em campo.

A Seleção Brasileira, que parecia um caminho natural quando surgiu no Santos ao lado de Neymar, não aconteceu e hoje parece um sonho, não impossível, mas distante de acontecer. Sem ser unanimidade nem mesmo entre os tricolores, Ganso tem a dura concorrência de Lucas Lima, Renato Augusto e de Oscar para voltar a vestir a camisa amarelinha.

Desde a chegada do técnico argentino Edgardo Bauza ao São Paulo, o meia tem aparecido mais próximo da área adversária, tanto que, pela primeira vez em sua carreira, após balançar as redes contra o River Plate, chegou a marca inédita de marcar gols em três partidas consecutivas, somados aos tentos feitos contra Mogi Mirim e São Bernardo pelo Campeonato Paulista.

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A desconfiança sob seu futebol permanecerá até que ele mostre regularidade e prove que é capaz de ser efetivo não apenas em partidas aleatórias, mas sim em competições e durante toda uma temporada. Capacidade técnica ele tem de sobra para reverter esta imagem negativa que está atrelada a ele. A dúvida que fica é se ele está realmente disposto a deixar a apatia de lado e se doar em campo como muitos esperam dele. #Futebol Internacional #Copa Libertadores 2016