A enxurrada que vem atingindo o mundo político em Brasília e nos quatro cantos do nosso país finalmente chegou ao #Futebol. Mais propriamente no bairro de Itaquera em São Paulo.

Investigações apontaram que houve pagamentos de propinas da construtora Odebrecht na construção da Arena do Corinthians em Itaquera, inaugurada em 2014 visando a Copa do Mundo. Esta informação se tornou conhecida nesta terça-feira (22), através do procurador Carlos Fernando Souza Lima, coordenador da operação Lava Jato.

Este suposto efeito de repassar ilegalmente valores referentes a obra do estádio faz parte da 26ª fase da Lava Jato, denominada como Operação Xepa, responsável por investigar propinas pagas pela Odebrecht no Brasil.

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A Operação Xepa conseguiu desvendar estas propinas quando confiscou planilhas que continham controles dos pagamentos da construtora. Por motivos óbvios, não foram revelados até o momento os detalhes no que se refere a quantias, ao que e a quem se destinavam os valores pagos.

Porém as suspeitas recaem sobre o vice-presidente do Corinthians, o senhor André Luiz Oliveira, mais conhecido por André Negão. Segundo apurações da operação, o endereço de André aparece em uma das planilhas da Odebrecht com uma ordem de pagamento no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) em propinas. André Negão chegou a ser preso na terça-feira, mas foi solto sob pagamento de fiança.

A Arena do #Corinthians custou cerca de 1,1 bilhão de reais, dos quais 400 milhões foram financiados pelo BNDES e 250 milhões foram custeados pela construtora Odebrecht.

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O valor restante, deveria ser pago com a venda de papéis emitidos pela Prefeitura de São Paulo, como incentivos fiscais. Todavia, a comercialização dos Certificados de incentivo ao Desenvolvimento (conhecidos como CIDs), até o presente momento é muito pequeno, o que está preocupando o Corinthians.

Inicialmente, a informação passada pelo clube através do então superintendente Andrés Sanches era que o custo seria de 820 milhões de reais, mas seu custo atingira quase 1,2 bilhão de reais. Incluía-se neste montante, 420 milhões de reais de isenção tributária por parte da prefeitura do município de São Paulo.

Vale ressaltar que a Odebrecht é uma das empresas mais envolvidas nos escândalos da Petrobras e outras investigações da Lava Jato, e que também participou das obras das Arenas de Pernambuco, Fonte Nova e Maracanã. No entanto, nesta fase 26, apenas a Arena Corinthians foi citada.

O lado do Corinthians

Em nota divulgada ontem, o Corinthians prometeu auxiliar na investigação e punir as pessoas que, provadamente, causaram prejuízos à imagem da instituição.

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Em um dos trechos da nota, o clube disse: “O Sport Club Corinthians Paulista atesta por meio desta que quaisquer irregularidades ou desvios de conduta serão devidamente apurados, e a instituição tomará todas as providências a si cabíveis para punir os responsáveis”.

Em tempo, o clube se posicionou ainda quanto ao fato de não considerar a obra da Arena encerrada e disse que já enviou nota à construtora questionando as diferenças ente o que foi contratado pelo Corinthians e o que foi executado pela construtora.

Ou seja, os valores que correspondem ao contrato também serão verificados, e quanto mais procurarem, certamente mais irão encontrar, inclusive em outros estádios que foram construídos ou sofreram reformas visando a realização da copa do mundo no Brasil.