Por volta do meio dia de terça feira, o presidente da Gaviões da Fiel Torcida, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o Diguinho e o primeiro secretário, Cristiano de Morais Souza, o Cris, levaram uma surra de três elementos não identificados. Ironia do destino ou não, os membros da Gaviões haviam deixado uma reunião com o promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, Paulo de Castilho, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. No encontro estavam presentes membros de torcidas organizadas de Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

Ao se dirigirem ao estacionamento do supermercado Walmart, distante menos de um quilômetro do local da reunião, os corintianos foram surpreendidos pelas costas, a golpes de barras de ferro e pedaços de pau.

Publicidade
Publicidade

Foi uma ação rápida e premeditada. O presidente teve os dois braços fraturados e até o início da noite de terça tinha o paradeiro desconhecido. Cristiano estava internado no hospital Santa Isabel, no bairro de Higienópolis na capital paulista. Ele teve vários dentes quebrados e também ferimentos na cabeça. O supermercado Walmart colaborou com as investigações e cedeu as imagens das câmeras do estacionamento, porém a polícia até o momento não identificou nenhum dos agressores. 

Inicialmente, membros da Gaviões da Fiel desconfiavam de emboscada elaborada por torcedores do Palmeiras. Posteriormente surgiu uma versão de que havia torcedores são-paulinos em um veículo de marca Hyundai. Testemunhas que presenciaram a agressão, no entanto, declararam que nenhum dos vândalos usava camisa de torcidas.

Publicidade

O promotor do Ministério Público ficou sem reação ao receber a notícia e não quis ligar o caso a nenhuma outra agremiação.

Quem estará à frente das apurações será a delegada Margarete Barreto da DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). A mesma delegada comanda outra investigação. A pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo, a polícia investiga a prática de cambismo e outros crimes envolvendo as torcidas organizadas de São Paulo. Até a madrugada de quarta-feira, nenhuma das principais torcidas de São Paulo havia declarado nada sobre o incidente, nem mesmo a Gaviões da Fiel. #Futebol #Corinthians #Violência