A atleta Ana Cláudia Lemos testou positivo para a substância oxandrolona, em uma exame antidoping de rotina, feito fora de uma competição oficial e pode se tornar uma baixa importante para o Brasil na Rio-2016. A confirmação de que a principal velocista do país foi flagrada no exame foi confirmada pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), nesta quinta-feira. Com o anúncio, é provável que ela desfalque os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com início no dia 5 de agosto.

Especialista nos 100 e 200 metros livres, Ana Cláudia Lemos é o principal nome entre as mulheres na modalidade. Ela detêm os recordes entre as brasileiras e também é dona da melhor marca sul-americana dos 200 metros.

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Nos 100 metros, a atleta tem o índice necessário para reforçar a equipe brasileira, que agora se vê em apuros. Ana Cláudia certamente seria escalada como titular não somente para as provas individuais, mas também participaria dos revezamentos 4 x 100m e 4 x 200m.

O exame que constatou a presença da substância proibida foi realizado após uma etapa de treinamentos do conjunto brasileiro, em fevereiro, no Rio de Janeiro. As atletas estão em busca de adaptação às condições do local que sediará o evento. Ana Cláudia Lemos ficará no aguardo da amostra B do exame coletado e, em caso de o teste der novamente positivo, a velocista passará por um processo dentro da Justiça Desportiva. O mais provável é que ela seja suspensa e não participe da Rio-2016. Em Londres, há quatro anos, a corredora chegou à decisão do revezamento 4 x 100m.

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Ana Cláudia Lemos testou para a oxandrolona, que tem uma função específica como esteroide anabolizante, ou seja, serve para ganho de desempenho e explosão muscular. A oxandrolona é terminantemente proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada). Já a Confederação Brasileira de Atletismo, por sua vez, alegou não ter sido notificada oficialmente pelo órgão que flagrou a atleta, mas que já está se preparando para os procedimentos comuns nestas situações.

Guerra contra o doping e a corrupção

A WADA tem pressionado o Governo para que seja criado um tribunal adequado para julgar casos de doping durantes os Jogos Olímpicos. O prazo dado para o ministro do Esporte, George Hilton, expira no próximo dia 18. Caso o Brasil não consiga cumprir com as exigências impostas pela Agência Mundial Antidoping, o país pode perder o direito de realizar os exames de doping nos Jogos, sendo descredenciada pela Agência.

No momento, a WADA considera que os procedimentos realizados pelos órgãos brasileiros estão fora das normas internacionais. A situação piora ainda mais com o escândalo que abateu o atletismo internacional, com a Rússia sendo banida de competições oficiais, por conta do envolvimento de atletas, treinadores e dirigentes com práticas ilícitas. O país europeu ainda não sabe se participará no atletismo. #Governo #Rio2016 #Corrupção