Sempre achamos que o saibro era o piso preferido pelos tenistas do Brasil. Evidentemente que o sucesso do maior ícone do esporte em nosso pais, Gustavo Kuerten, foi o principal responsável por alimentar este pensamento por aqui. Após as inesquecíveis conquistas na quadra lenta de Roland Garros (1997,2000 e 2001), a lenda do saibro foi crescendo. 

Mas os principais nomes do #Tênis brasileiro na atualidade, e que trazem boas esperanças de medalhas para o Brasil, parecem ir na contramão deste pensamento. Dois dos maiores duplistas do momento, Marcelo Melo e Bruno Soares afirmaram que preferem a quadra rápida, exatamente o piso que será utilizado nos jogos olímpicos do Rio.

Publicidade
Publicidade

No último Brasil Open disputado no Rio de Janeiro em fevereiro passado, Marcelo Melo disse que prefere jogar na grama, mas afirmou que seu melhor piso é mesmo o rápido - "Acho que foi a melhor escolha para nós", disse Melo. E olha que ele foi campeão nas duplas em Roland Garros em 2015. Contudo, ele conquistou em sua carreira 19 títulos, sendo 11 em quadra rápida e 8 no saibro.

Quem também aprovou a escolha da ITF (Federação Internacional de Tênis) e da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) foi Bruno Soares. Bruno conquistou quatro Grand Slams no piso duro, sendo que três destes em duplas mistas, dois no Aberto dos EUA, e um em duplas masculinas no Aberto da Austrália. 

A exemplo de Marcelo Melo, Bruno prefere a quadra rápida. Ele soma em sua carreira 12 títulos em piso rápido, 7 troféus no saibro e 3 na grama. "Meu melhor piso é quadra rápida. Tenho quatro títulos de Grand Slams neste tipo de piso. Então, para mim, foi excelente! Adorei a escolha. Prefiro quadra rápida do que saibro. Não tenho nada a reclamar", finalizou Soares.

Publicidade

Apesar de inúmeros elogios por parte de nossos principais tenistas da atualidade, há uma exceção entre eles. Trata-se de André Sá, também duplista, que já disputou os Jogos Olímpicos de Atenas (Grécia) em 2004, Pequim (China) em 2008, e Londres (Inglaterra) em 2012. Ele acha a decisão justa, porém pensa ser estranho não atuar no saibro em seu país. " É estranho. Mas o mais justo seria jogar na quadra dura mesmo. É neutra a todos”, analisou André Sá. 

Agora, nos resta aguardar os jogos do Rio 2016 e ver se os nossos tenistas se sentirão em casa no Rio e nas quadras. #Rio2016