Mulheres que trabalham no futebol ao redor do mundo ainda estão encontrando uma barreira para seu sucesso: o sexismo.

Sue Bridgewater, professor na Universidade de Liverpool, foi contratado para produzir um relatório baseado em ampla pesquisa em nome da organização Women in Football (Mulheres no #Futebol).

O relatório revelou que a proporção de entrevistadas que alegaram ter sido vítimas de assédio sexual dobraram nos últimos dois anos, de 7% para 15%; enquanto o número de mulheres trabalhando, que afirmam terem sido impedidas de atuar em certas áreas do futebol devido ao seu gênero quase triplicou: de 7%, em 2014; para 19%, hoje.

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O professor, que dá aula de MBA em Indústrias do Futebol, curso ministrado pela The University of Liverpool Management School, e executa o curso de diploma para gestores de futebol disse que: "É preocupante que quase metade destas entrevistadas (46%) têm experimentado o sexismo pessoalmente, 24% têm encontrado bullying, 19% têm sido barradas em certas áreas do futebol por seu gênero e 15% têm sido assediadas sexualmente".

O relatório mostrou que 60% das pesquisadas sentiram que as oportunidades para mulheres no futebol estão crescendo, mas 70% acreditam que elas têm que ser melhores em seus trabalhos do que os homens para que possam progredir na indústria do futebol.

Uma pesquisa semelhante já havia sido feita em 2014, pela Women in Football. Comparando-se as duas pesquisas, embora alguns números mostrem tendências preocupantes quanto à quantidade de mulheres que alegam ter experimentado o sexismo, o número caiu de 57% para 46%.

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"Muitas delas não denunciaram os incidentes por medo disso impactar em seus trabalhos", disse Bridgewater.

A primeira mulher árbitra de futebol profissional do mundo

É brasileira a primeira árbitra FIFA do mundo. Asaléa de Campos Fornero Medina, conhecida como Léa Campos, nasceu em 1945 em Abaeté, Minas Gerais, e hoje vive nos Estados Unidos (foto na galeria).

Em 1967, ela frequentou a Escola de Árbitros do Departamento de Futebol Amador da federação mineira. Mas, na época, João Havelange, que era o presidente da extinta Confederação Brasileira de Desportos, vetou seu diploma. Isso só foi mudado em 1969, quando o presidente do Brasil na época, Emílio Garrastazu Médici, enviou uma carta a Havelange validando o diploma de Léa.

Como árbitra entre 1971 e 1974, ela apitou jogos muito importantes, como Itália e Uruguai no México. Ela abandonou a carreira em 1974, quando sofreu um acidente que a deixou por dois anos em uma cadeira de rodas.  #Comportamento