Quando os deuses do #Futebol olharam para a terra no final do primeiro milênio eles receberam a missão de eleger um nome que viesse a representar a arte do futebol para o segundo milênio que estava prestes a começar. Os pré-requisitos para assumir este papel, indicava alguém com capacidade de cativar o público, provando que a magia deste esporte não era mero preciosismo do passado. Eis que o radar dos deuses localizou um garoto de dribles desconcertantes, que ainda muito jovem, dava sinais de estar apto a altura do desafio de encantar e disseminar a alegria e irreverência pelos estádios mundo afora.

Genial e carismático, Ronaldinho Gaúcho que completa 36 anos neste 21 de março é com certeza um dos maiores jogadores que o mundo da bola viu na era pós-Pelé.

Publicidade
Publicidade

Símbolo do futebol moleque, o craque dentuço conquistou o público com dribles e jogadas inimagináveis. No seu auge, Ronaldinho foi muito além do óbvio, honrando a memória dos seus ídolos do passado. Quando mostrou ao mundo sua categoria naquele gol diante da Venezuela na Copa América de 99, chapelando o zagueiro, o jogador revelou sua personalidade ousada que estava apenas por começar.

De 1998 a 2001 com a camisa do Grêmio, aprimorou sua parte técnica e tática antes de desfilar pela Europa. Em agosto de 2011 faz sua estreia no futebol francês pelo PSG. Um ano mais tarde, foi lembrado pelo técnico Felipão, onde formou ao lado de Rivaldo e Ronaldo Fenômeno a trinca ofensiva que conquistou o pentacampeonato para a Seleção Brasileira.

Beirando a perfeição

Mas o auge de Ronaldinho ainda estava por chegar a partir do momento do seu desembarque em Barcelona.

Publicidade

No clube catalão mostrou o quanto era diferenciado, beirando a perfeição. Na temporada de 2004-2005 começou a colher os frutos, vencendo os títulos da Liga e da Supercopa da Espanha, sendo consagrado como melhor jogador do mundo pela FIFA por dois anos consecutivos. Em um dos momentos mais épicos de sua carreira, Ronaldinho saiu aplaudido pelos torcedores do arquirrival Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, após uma vitoria por 3 a 0, tendo marcado duas vezes na partida.

Sua fase áurea no Barcelona ainda lhe proporcionou um título da Champions League em 2005-2006. Depois desse período e de um fiasco com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006, Ronaldinho dava indícios de que estava satisfeito com o futebol e com tudo que alcançara, não demonstrando mais aquela mesma paixão pelo futebol.

Depois de perder espaço no Barcelona resolveu buscar novos ares no Milan. No clube italiano, sem a mesma explosão de alguns anos atrás, conviveu com alguns brilharecos, embora na maior parte do tempo esteve aquém do que se esperava dele, ficando na reserva em várias partidas.

Publicidade

Ronaldinho decidiu retornar ao futebol brasileiro, para vestir a camisa do Flamengo.

No rubro-negro, já distante da forma física ideal, esporadicamente até fazia algum lance genial, mas muito pouco efetivo ao longo da temporada. No ano seguinte saiu de forma judicialmente do clube e foi parar no Atlético MG. Em Belo Horizonte o jogador chegou disposto a calar os críticos, provando que ainda não estava acabado para o futebol.

Ronaldinho provou que ainda tinha lenha pra queimar, conduzindo o Galo ao título inédito da Copa Libertadores de 2013. Este que provavelmente tenha sido o seu último ato relevante como jogador de futebol. Depois disso ainda passou pelo futebol mexicano e pelo Fluminense, sem deixar saudades. Hoje, apesar de estar sem clube, ainda não se considera aposentado.

O público que teve o privilégio de ver Ronaldinho jogar, lamenta, não por sua carreira viver seus capítulos derradeiros, mas por ter a sensação de que poderia ter visto um pouco mais. Não fosse algumas lesões e principalmente o conformismo do próprio jogador, deixando a desejar em sua postura e no comprometimento com seus clubes e com o seu legado, certamente, Ronaldinho poderia ter ficado mais tempo no auge, proporcionando mais espetáculo e alegria para o público que lhe reverencia. #Futebol Internacional #FC Barcelona