Mais um atraso para a conclusão das estruturas dos Jogos Olímpicos, que acontecem entre os dias 5 e 21 de agosto. Segundo reportagem do jornal O Globo, desta terça-feira, dia 29 de março, a Justiça Federal do Rio de Janeiro resolveu interromper o aporte da Caixa Econômica Federal para uma das construturas envolvidas no Complexo de Deodoro. Existe evidências de que houve processo fraudulento no período de terraplanagem da área, a segunda mais importante da Rio 2016.

A reportagem afirma que R$ 128,5 milhões foram bloqueados pela Justiça até que as investigações terminem. Segundo a fonte ouvida pelo jornal, o consórcio formado pelas empreiteiras Queiroz Galvão e OAS forjou documentações para a realização da etapa de terraplanagem do local.

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O processo, que corre em segredo de Justiça, foi aceito pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Controladoria-Geral da União.

A Caixa Econômica Federal e representantes da prefeitura do Rio de Janeiro garantiram que ainda não foram informados da decisão, tampouco sobre os rumos da investigação após o bloqueio. Segundo os cálculos iniciais, as obras no complexo estavam orçadas em R$ 800 milhões, e geraram muitas preocupações por conta na demora para que os projetos tomassem forma, com um ano de atraso sobre o prazo inicial.

O local é de suma importância para a realização dos Jogos Olímpicos, e é considerado o segundo maior pólo que abriga instalações para a disputa da Rio 2016. O Complexo de Deodoro será responsável por receber tiro, rúgbi, canoagem slalom, hóquei sobre a grama, hipismo, pentatlo moderno, tiro e rúgbi - este último, uma novidade na competição.

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Sete modalidades já foram testadas com sucesso, sendo que as obras que receberão a modalidade do tiro são exatamente as que estão sob investigação e o que pode acarretar em problemas no futuro, já que o prazo é escasso. Quanto ao Centro Olímpico de Hipismo, dirigentes confirmam que o cronograma está correndo dentro do esperado e não existe preocupação para a realização das provas. #Crise #Rio2016 #Corrupção