A mudança do calendário da fórmula 1, com antecipação da primeira corrida para dia 20 de março no grande prêmio da Austrália, movimenta os bastidores. As entrevistas se sucedem e nelas os pilotos manifestam a suas expectativas. Sem vencer desde 2008, período de um longo jejum, Felipe Massa declarou em sua entrevista recente dada para a Sport TV, sua satisfação com a escuderia e a esperança de vitória. A conclusão dos testes promete boas novidades, se as outras equipes não estiverem escondendo suas novidades.

O que se pode esperar desta nova temporada?

O piloto está com 34 anos e inicia a sua 14ª temporada na fórmula 1, a terceira pela Willians.

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A igualdade de condições esperada, com a Mercedes e Ferrari, traz para o piloto a expectativa de obtenção de vitórias. A esperança é que esta seja a sua melhor temporada na equipe. O renovado contrato com a Willians termina ao final de 2016 e a ausência de um bom desempenho pode não levar à sua renovação. Assim o fantasma “aposentadoria” pode estar mais próximo para o jovem piloto que pode, no ano de 2017, mudar de categoria ou assumir alguma nova profissão relacionada com as corridas, como aconteceu com muitos pilotos. Rubens Barrichello, por exemplo, dará continuidade à sua carreira na stock car, agora como piloto da Mobil Super.

O fato de pouca coisa ter mudado no regulamento da categoria para este ano permite antever a continuidade do domínio da Mercedes, a atual campeã, mas ainda assim Felipe espera atingir bons resultados.

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Na malandragem brasileira ele declara esperar erros da Ferrari, para que a escuderia atinja o segundo lugar entre as equipes, o que pode, segundo o piloto, recompensar um bom trabalho que a equipe, a que mais cresceu no ano que passou, pode apresentar nesta nova temporada.

As expectativas mostram uma modalidade esportiva que passa por momento difíceis, motivados pela perda de audiência, que é quem direciona investimentos na área. Brigas entre chefões de equipes também prejudicam a evolução da categoria. Pode haver aumento na queda de interesse com ausência de inovações. São fatores que somados podem trazer resultados negativos.

O grupo de estratégia integrado por líderes de equipes e as quatro fábricas que fornecem motores está em conflito direto com Bernie Ecclestone e inovações são bloqueadas tornando a categoria menos interessante para os aficionados. Ainda assim Felipe, que já está na Europa, em testes com o novo modelo o FW38 apresentado em Janeiro de 2016, sem muitas mudanças aparentes, espera chegar a sua primeira vitória em oito anos. As caixas pretas não são reveladas e podem surpreender. Assim resta esquentar os motores para a primeira corrida que está próxima. #Automobilismo