O #Grêmio teve, na noite desta quarta-feira (2), sua primeira vitória na Libertadores de 2016. Venceu a LDU por 4 a 0, na Arena, em vitória que passou não apenas pelos jogadores decisivos para os gols marcados, mas, fundamentalmente, pelos responsáveis pelo time não sofrer gols. Pedro Geromel, Edinho e Giuliano foram os que fizeram a diferença quando o time mais precisou.

O time de Roger Machado conseguiu, através de um pequeno rearranjo de posicionamento defensivo, sanar seus principais problemas. Giuliano virou quase um terceiro volante pela direita. Junto com Maicon, um pouco mais centralizado mas também caindo para a direita, prestou auxílio fundamental a Wallace Oliveira, que tanto tem sofrido neste início de ano.

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Do outro lado, Edinho foi um parceiro fundamental para dar segurança a Fred e a Marcelo Oliveira.

Também Luan circulou bastante por ali, complementando a marcação no setor. Os laterais quase não subiram. No segundo tempo, quando Wallace Oliveira começava a soltar-se um pouco mais, machucou-se e acabou substituído por Marcelo Hermes, que não subiu em momento algum - liberando, aí sim, Giuliano para avançar um pouco mais. Pelo meio, Geromel não perdeu quase nenhuma bola, desarmando ou afastando perigo seguidas vezes. É, provavelmente, o melhor zagueiro em atividade no país. E estava com grande gana de vencer em cada dividida.

Foi essa formação defensiva que protegeu os laterais e permitiu que o Grêmio tivesse tranquilidade para atacar. Foram 26 desarmes, contra apenas 10 da LDU.

O Grêmio não teve maior posse de bola do que a LDU (44%, apenas), mas fechou-se bem e saiu com tranquilidade e velocidade.

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Um time absolutamente compacto na defesa e, com a bola, cheio de aproximações e variações. Luan, Miller Bolaños e Douglas trocaram bastante de posição, especialmente no primeiro tempo, confundindo a marcação. A LDU não conseguiu aproximar-se da área do Grêmio, finalizando apenas sete vezes - nenhuma no alvo. O Grêmio, jogando de forma vertical e objetiva, teve 15 finalizações, sendo dez na direção do gol.

Do meio para a frente, instantes de brilho resultaram em três dos quatro gols. O primeiro foi resultado do abafa construído pelo Grêmio no início do jogo. Os outros três, em momentos inspirados de Luan (na assistência do segundo gol), Miller Bolaños, Henrique Almeida e Everton.

Em sua estreia, Miller mostrou muita qualidade. Bom controle de bola, movimentação, inteligência, capacidade de finalização e de passe. Entendeu-se bem com Luan e Douglas. Giuliano, outro que costuma atuar avançado, esteve quase ausente das ações de ataque durante o primeiro tempo - no segundo, principalmente após a entrada de Marcelo Hermes, avançou mais. 

Luan mudou de função na maior parte do tempo, jogando aberto.

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Esse posicionamento não funcionou bem quando ocorreu em 2015, mas, na noite desta quarta, deu certo. Melhorou a saída de bola, a transição ao ataque e a troca de passes no meio do campo. Douglas foi pouco participativo, mas, junto com Maicon e Giuliano (o que mais esteve com a bola pelo Grêmio), construiu a transição entre defesa e ataque e ditou o ritmo do time.

É claro que a expulsão de Luis Romero, logo no início do segundo tempo, facilitou a vida do Grêmio, mas o time gaúcho já era melhor e dificilmente deixaria a vitória escapar, tal a consistência que apresentava.

Agora, pela #Libertadores serão dois jogos seguidos contra o San Lorenzo, que perdeu a primeira, empatou a segunda, e terá, nos dois confrontos com o Grêmio, duas decisões sobre o próprio futuro na competição. Se o Grêmio repetir a compactação defensiva desta noite e mantiver um ou dois momentos de brilho ofensivo, o time argentino terá dificuldades em continuar na disputa. #Copa Libertadores 2016