No último sábado, dia 9, o atacante Fred e seu empresário Rodrigo Chaves se encontraram com a diretoria, resultando na liberação do jogador até terça-feira (12), aparentemente por problemas particulares. Por certo tempo não se sabia o motivo do encontro, mas rapidamente a notícia se espalhou.

Na manhã de domingo, dia de jogo válido pelo Carioca, alguns veículos divulgaram que o jogador tinha brigado com o recém contratado técnico e chegou a citar na reunião um ultimato: “Ele ou eu”. O acontecimento que motivou a desavença é desconhecido até o momento, o que existe são boatos (o principal seria uma chamada mais dura do comandante no camisa 9, que estaria cobrando de forma excessiva o meia Gustavo Scarpa durante o intervalo da partida contra o Madureira), mas a provável razão é o poder exagerado dele dentro do clube.

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O histórico de Levir (exemplo: Ronaldinho Gaúcho na época que comandava o Atlético-MG) e os ótimos resultados logo no começo do trabalho foram alguns fatores que levavam à quase certa saída do artilheiro.

Time em ótima fase (invicto há 10 partidas), defesa sendo ajustada e confirmado em uma final de campeonato (Primeira Liga, contra o Atlético-PR), ou seja, a hora não poderia ter sido pior. Mais tarde, na partida contra o Volta Redonda, a equipe venceu por 2x0 e se classificou para as semifinais do Carioca, e durante o jogo, parte da torcida se manifestou em relação à situação:

A consequência disso foi a enxurrada de especulação durante a semana, por exemplo, Fred no Galo Mineiro e ganhando 300 mil reais a menos que em relação ao salário atual (o meia argentino Dátolo e o atacante Carlos estariam envolvidos na negociação) e Fred no São Paulo (Michel Bastos e Alan Kardec como moeda de troca).

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O jogador preferiu manter o silêncio e não falou com a imprensa, enquanto Levir respondeu sobre o caso sempre que perguntado. Entre uma ou outra declaração, falou que espera conversar com o atacante pessoalmente, a fim de saber o motivo da chateação, já que ele só se manifestou com a diretoria.

Dito e feito. Na manhã de hoje, ocorreu uma reunião “muito sincera”, segundo o presidente Peter Siemsen, entre jogador, técnico, Peter e Jorge Macedo (diretor de #Futebol). Nela ficou definida a reintegração do artilheiro ao elenco, podendo treinar amanhã e jogar o clássico contra o Vasco da Gama, domingo, na Arena Amazônia.

NÃO HÁ ARGUMENTOS CONTRA FATOS

Fred é o maior ídolo da história recente tricolor e com certeza um dos maiores do clube, possui a marca de terceiro maior artilheiro (167 gols em 278 jogos), campanha memorável na fuga do rebaixamento de 2009, dois Campeonatos Brasileiros (2010 e 2012), um Campeonato Carioca (2012) e várias artilharias, sendo assim, merece muito respeito.

Porém, dos últimos técnicos (Renato Gaúcho, Cristóvão Borges, Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista), apenas o atual tem experiência e moral para peitar o capitão, e com total razão.

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Fred foi mimado, recebeu mais poderes do que deveria pela diretoria e agora estamos vendo a consequência disso.

O #Fluminense, e qualquer instituição, é maior que um jogador, técnico ou outro funcionário, independente do cargo que ocupa.

Nessa última “guerra”, ganha o Tricolor das Laranjeiras, mantendo um dos melhores atacantes do país, ídolo e líder no elenco, enquanto os outros clubes que foram especulados ficam frustrados com o fim da novela.