Depois do vexame do último domingo (17) e a eliminação do Paulistão em Osasco, quando foi derrotado de forma humilhante pelo modesto time do Audax por 4 a 1, o risco do primeiro “semestre” do Tricolor Paulista se transformar em um desastre total aumentou sobremaneira com a aproximação do confronto decisivo frente ao time do The Strongest na próxima quinta-feira (21) as 21:45 horas.

Para que o pesadelo não se concretize, o time do Morumbi joga por um empate nas montanhas bolivianas. E terá como é sabido, um desafio enorme, mas já conhecido pelo clube paulista.

Porém a logística criada pelo departamento de fisiologia do clube pode ser um tiro no pé.

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Com o plano de minimizar os efeitos da altitude de La Paz, o clube optou por chegar à capital boliviana horas antes da partida. Essa prática já foi adotada antes pelo time do São Paulo.

O cenário é muito semelhante ao que ocorrera em 2013, quando o São Paulo esteve no estádio Hernando Siles, mesmo palco do jogo desta semana e que, curiosamente também aconteceu numa noite de quinta-feira.

A diferença é que naquela oportunidade o confronto era válido ainda pela fase de grupos da Libertadores, mas um empate também bastava para levar o time brasileiro às oitavas de finais.

Mas as dificuldades de se jogar na altitude são sempre muito cruéis.  Em 2013, a tentativa deu errado. Na teoria, o time dentro de campo suportou relativamente bem os 3.600 metros acima do nível do mar, mas perdeu aquele jogo com dois gols que aconteceram com chutes de fora da área, onde claramente o ar rarefeito foi responsável pelo comportamento e trajetória estranho da bola, e isso foi decisivo.

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O fato é que não dá para ignorar os efeitos fisiológicos da altitude no corpo humano. Para alguns não há mal-estar ou mesmo problemas de ordem respiratória, mas é evidente em boa parte dos casos que o rendimento fica comprometido na parte física de alguns atletas, que diante da dificuldade de adaptação sofrem demais, sobretudo no segundo tempo destes jogos.

A tática de chegar em cima da hora do jogo é aceitável diante da “falta de tempo” para adaptação. Questionável é, se o treinador Edgardo Bauza não poderia ter enviado a campo para o confronto contra o Audax um time alternativo e ter feito por exemplo, como o Grêmio fez para o jogo frente a LDU em Quito, onde o time gaúcho ficou cerca de 10 dias na capital equatoriana se preparando e voltou de lá com os 3 pontos, sem sofrer tanto com a altitude de 2.800 metros.

De qualquer forma, viajar para La Paz no dia do jogo também não dará aos atletas o contato com a bola, que sem dúvida muda e muito quanto as reações e velocidade da mesma.

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Ainda mais para o goleiro Denis, tão questionado pela torcida são paulina, como se não bastasse o simples fato de ter de substituir o mito Rogerio Ceni.

A certeza é que os bolivianos do The Strongest usarão como sempre do artifício da bola longa, chutes constantes de foras da área e correria o tempo todo, tentando minar a energia dos jogadores brasileiros.

Vale ressaltar que desde a chegada de Bauza ao São Paulo em janeiro de 2016, o tricolor não venceu nenhuma partida longe de seus domínios. Foram 11 jogos, com 7 empates e 4 derrotas. Se perder o jogo em La Paz, o São Paulo se juntará ao Palmeiras e será o segundo brasileiro eliminado na fase de grupos da Libertadores, o que não acontece com o time desde 1987 na competição continental. #Futebol #Resenha Esportiva