Pedindo desculpas e dizendo que passou por situações humilhantes, o ex-piloto Emerson Fittipaldi afirmou que vai "cumprir com todas as obrigações" e só pediu "tempo e trabalho" para resolver sua difícil situação financeira. Ele próprio calculou que suas dívidas somam "em torno de R$ 25 milhôes", o que seria, ainda de acordo com Fittipaldi, "bem menor que seu patrimônio".

O ex-piloto, bicampeão mundial de Fórmula 1 e vencedor das 500 milhas de Indianapólis, enfrenta atualmente 60 ações de cobrança e já teve dois carros de corrida e o troféu de seu primeiro campeonato mundial, em 1972, penhorados. Emerson anunciou que já colocou à venda alguns de seus imóveis e investimentos: uma fazenda de laranjas no interior do Estado de São Paulo foi avaliada em R$ 27 milhões; um apartamento em Miami (EUA), que Fittipaldi garante que possui desde 1992, já foi anunciado com a avaliação inicial de R$ 7 milhões; outro imóvel que está disponibilizado para venda é a sede do escritórios do ex-piloto, e de onde foram apreendidos os bens já penhorados, mas cujo valor não foi divulgado.

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Emerson Fittipaldi atribui sua situação financeira a negócios nos quais perdeu muito dinheiro. Uma fazenda no interior do estado do Mato Grosso do Sul abrigaria uma usina de etanol, que nunca saiu do papel. Mas somente as terras e o projeto consumiram, segundo o piloto, "de R$ 7 a R$ 8 milhões". No interior paulista, a fazenda de laranjas chegou a contar com 500 funcionários e produziu 450 mil caixas da fruta. Mas hoje, o terreno que equivale a 900 campos de futebol, está completamente abandonado e longe de produzir 1 milhão de caixas de laranja, que era a projeção inicial do investimento.

Emerson também lamenta que eventos esportivos patrocinados e organizados por ele tenham dado prejuízo. Ele bancou a corrida "Seis horas de São Paulo", no autódromo de Interlagos por três anos consecutivos - de 2012 a 2014.

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Mas o evento não decolou, apesar de Fittipaldi acreditar que somente "entraria no azul" após cinco anos, o que não aconteceu.

A dívida de Fittipaldi tem dezenas de pequenos credores, mas grandes bancos também movem ações contra ele.  O Banco do Brasil move mais de 10 processos contra Fittipaldi. Em uma das ações, o valor da causa é de R$ 3,455 milhões. O Banco ABC cobra R$ 393 mil por créditos concedidos ao ex-piloto. O Itaú pede mais de R$ 400 mil. Já com o Banco Safra, o valor é maior ainda, com ações que totalizam R$ 747 mil. Há também dívidas com o fisco. À prefeitura paulistana Emerson Fititipaldi deve mais de R$ 50 mil em IPTU. #Famosos #Automobilismo #Crise