Recentemente um cadeirante apareceu em um vídeo carregando a tocha Olímpica, que se encontra visitando os quatro cantos do Brasil nesse momento. No vídeo, João Paulo Nascimento, que é um jogador da seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas, aparece segurando a chama Olímpica, no entanto, do meio para o fim do vídeo, ele cai e outras pessoas aparecem para o ajudar. Esse fato, porém, causou furor nas redes sociais e o vídeo chegou aos milhões de visualizações em pouco tempo.

O polêmico episódio viralizou nas redes sociais, principalmente nos grupos de WhatsApp e Facebook. O fato havia acontecido na cidade de Anápolis, em Goiás.

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João, que tem 25 anos, vinha carregando a tocha tranquilamente bem até o momento em que ele deveria entregá-la para outro condutor. Foi nesse momento em que a queda aconteceu. Os comentários na internet sobre a queda do cadeirante ganharam força pelo fato de que o atleta, ao cair, não recebeu ajuda para se levantar, mas sim, levantou-se sozinho.

"A falta de ajuda na queda do cadeirante, dos voluntários do revezamento da tocha Olímpica na cidade de Anápolis", foi um dos fatos que motivou o vídeo a ganhar milhões de visualizações e comentários negativos direcionados aos organizadores do evento e, principalmente, ao próprio cadeirante João. Os "críticos do suposto falso cadeirante" diziam que aquele episódio era uma farsa e João não era deficiente físico.

Essas críticas motivaram o cadeirante a fazer um vídeo em sua própria rede social, no perfil do seu Facebook, para explicar aquela situação na ótica do próprio João e também afirmar que ele é deficiente físico, ao contrário do que as pessoas estavam comentando em suas críticas.

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“Vejo de forma muito negativa tudo o que aconteceu e fiquei muito chateado. – conta João, em vídeo publicado na sua rede social – (...) Fui muito xingado nas redes sociais e tive de ler muitas coisas maldosas de pessoas que não têm conhecimento (...)”, disse João. Ele ainda falou que o que mais doeu nele foi ver a sua própria mãe triste com tudo isso.

No final do vídeo, o atleta conta que há um ponto positivo nisso tudo, que é o fato de que as pessoas puderam saber diferenciar que nem todo cadeirante é paraplégico. #Rio2016