O Rio de Janeiro é a sede oficial dos Jogos Olímpicos Rio-2016 e, faltando cerca de cem dias para o começo do evento, as obras ainda não foram concluídas.

Em julho de 2015, se iniciaram os eventos-testes e foram comprovados vários problemas como obras em atraso, improvisação de arenas e falta de energia elétrica.

A prefeitura do Rio e o Comitê Rio-2016 se preocupam com duas obras inacabadas: o velódromo, onde serão realizadas as provas de ciclismo na pista e a arena, que deveria ter sido terminada em 2015, está apenas com 85% de suas obras concluídas.

O prazo para o término da obra foi em dezembro de 2015, mas a construtora Tecnosolo teve dificuldades econômicas.

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O teste que seria realizado de 30 de abril a 1º de maio foi cancelado. A empresa está trabalhando para terminar os detalhes da pista e a colocação das arquibancadas e foram gastos, na obra, R$ 143 milhões.

O estádio Nilton Santos, onde serão realizados o atletismo e o futebol, está com as obras incompletas e foram investidos R$ 52 milhões e o CDI (Comitê Olímpico Internacional) fez críticas ao local. Eles solicitaram uma pintura na entrada para que o aspecto fique melhor. Está previsto um evento-teste para os dias 14 e 16 de maio, mas não há uma definição para o final das obras.

Segundo Gustavo Nascimento (diretor do comitê 2016) a maior dificuldade é o velódromo e o estádio olímpico, inacabados. Muitas críticas foram feitas ao Brasil no mês de abril, devido aos problemas enfrentados com os eventos-teste.

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Ocorreu falta de energia na Arena Olímpica e no Maria Lenk, no estádio Aquático, quando realizaram a qualificação final da ginástica. O comitê informou que não acontecerão mais transtornos no mês de agosto.

Marcelo Pedroso (Presidente da Autoridade Pública Olímpica) disse que as instalações elétricas não foram finalizadas, mas que já estão colocando a carga solicitada. De acordo com Marcelo, em maio tudo estará de acordo com as normas exigidas e que não haverá falta de luz, pois ela será fornecida na hora das competições.

O centro nacional de tiro esportivo em Deodoro está inacabado. De acordo, com Felipe Wu (liderança do ranking da pistola de ar de 10 m), ainda não podem treinar no local.

Outro problema enfrentado é a compra de aparelhos de países estrangeiros, o que encarece o preço, segundo informou Gary Anderson (vice-presidente da Federação Internacional de Tiro Esportivo).

O valor das obras para os jogos olímpicos Rio-2016 até o momento gira em torno de R$ 39,1 bilhões.

O estádio aquático enfrenta problemas com o calor no local. A Fina (Federação Internacional) solicitou que instalem um sistema artificial de ar, o comitê do Rio disse que o pedido poderá ficar somente no papel. Para eles é de sua competência fornecer as instalações e não podem colocar mais dinheiro para criar um sistema de ventilação. Os organizadores não pretendem ter mais custos com as obras.

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