A ditadura civil-militar reprimia, matava nos porões, censurava e patinava numa economia em que a inflação chegava aos 46% ao ano. O futebol era uma plataforma de propaganda política para o regime ditatorial num cenário de crise para a maioria da população. Só que o Campeonato Brasileiro de 1976 mostraria uma das maiores maiores equipes que o torcedor brasileiro já viu: o Internacional de Paulo César Carpegiani, Falcão, Batista, Manga, Dadá Maravilha e Figueroa. Um time que em 1975-76 foi bicampeão brasileiro e gaúcho. A trajetória daquele time magistral em 76 é, até hoje, a melhor campanha da história do #Campeonato Brasileiro. Foram 19 vitórias, um empate e três derrotas.

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Com habilidade, raça, técnica e elegância, o Internacional conquistou 84,1% dos pontos e atropelou o Brasil. Na final, o Colorado bateu o Corinthians no Beira-Rio.

A análise é feita descontando os torneios anteriores a 1971, somente no período onde o Campeonato Brasileiro passou a ter mais jogos e a participação da maioria dos grandes clubes nacionais. O Inter seria novamente campeão brasileiro em 1979, marcando época ao se tornar o único time da história campeão nacional invicto. Porém, a  campanha daquele ano é a segunda em aproveitamento, 79,7% e não supera os 84,1% de pontos conquistados em 1976, quando o Brasileirão foi inchado conforme a tática do regime civil-militar, o uso do futebol para propaganda política. Eram 54 clubes, seis fases e o pior: semifinal e final em jogo único.

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Depois de jogar cinco fases, os quatro melhores sobreviventes poderiam ser eliminados em apenas uma partida. Uma ideia genial, que só poderia partir dos dirigentes brasileiros.

Só que o Internacional não tinha nada com isso e começou o campeonato a toda. Melhor campanha na primeira, na segunda e na terceira fase. Melhor campanha no geral, a equipe treinada por Rubens Minelli, após 21 jogos teria duas partidas no Beira-Rio para levar o bicampeonato Brasileiro para Porto Alegre. Na primeira, vitória dramática contra o Atlético Mineiro por 2 a 1. Com 59 mil pessoas, o Inter saiu perdendo para o Galo com gol de Vantuir, aos 30 minutos. No segundo tempo o Colocado foi buscar uma virada espetacular. O meia Batista empatou aos 28 minutos e, quando a maioria já esperava por uma prorrogação, Dadá Maravilha recebeu na área aos 45 da etapa final, passou a Escurinho deu a bola a Falcão. Paulo Roberto Falcão bateu tirando a bola do goleiro atleticano classificou o Inter para a final.

Na outra semifinal, um evento histórico ocorreu no Maracanã, quando mais de 70 mil corintianos dividiram as arquibancadas com a torcida do Fluminense, na chamada "Invasão Corintiana".

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O 'Flu' tinha um time bem mais técnico, mas a raça do 'Timão' prevaleceu e o alvinegro avançou para a decisão. No dia 12 de dezembro, o árbitro José Roberto Wright deu início ao último e crucial jogo do campeonato, no Beira-Rio, sob os olhos de 84 mil torcedores. Com a escalação de Tobias; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladmir; Givanildo, Ruço e Neca; Vaguinho, Geraldão e Romeu Cambalhota, o clube paulista, sob o comando do técnico Duque, buscava sair de uma fila de 22 anos sem títulos. Já o Internacional jogou com Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho Peres e Vacaria; Caçapava, Falcão e Batista; Valdomiro, Dario e Lula. A técnica avassaladora do Internacional, aliada à pressão ensurdecedora do Beira-Rio não deram a mínima chance para o Corinthians. O Inter venceu por 2 a 0 com gols de Dario e Valdomiro. #Sport Club Internacional #PaixãoPorFutebol