Um grupo de mais de cem pesquisadores, de diversas partes do mundo, elaborou um documento, de caráter público e que foi entregue à Organização Mundial da Saúde (OMS), no qual recomendam a transferência ou o adiamento dos jogos olímpicos que deverão se realizar no próximo mês de agosto, no Rio de Janeiro. Eles alertam para o alto risco de contágio por parte dos atletas participantes e recomendam que a entidade reveja todos os procedimentos estabelecidos quanto aos riscos e à gravidade da doença, que pode ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A carta entregue para a OMS foi elaborada por um total de 125 cientistas que fazem parte de um grupo de pesquisadores das universidades de Yale e Harvard, nos Estados Unidos e de Oxford, na Inglaterra.

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São médicos e pesquisadores que atuam, principalmente, nas áreas de ética médica. No documento, eles consideram antiético, a realização dos jogos olímpicos no Rio, em virtude da grande quantidade de casos da #Doença, na capital brasileira.

Os cientistas são unânimes em afirmar que o país falhou nas campanhas e ações de combate ao mosquito transmissor do #Zika Vírus. Além disso, eles classificam o sistema público de saúde brasileiro em um estágio bastante caótico, o que contribui para que evento seja adiado ou, até mesmo, transferido para outro país.

O objetivo dos pesquisadores é evitar uma possível contaminação de atletas que venham ao Brasil para as competições. Ao retornarem a seus países, eles poderiam facilitar a disseminação do vírus, em alguns casos, locais pobres, o que faria a doença assumir uma forma endêmica.

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Os pesquisadores também recomendam a transferência ou o adiamento das competições em virtude do atual momento de crise política e econômica que o Brasil vem atravessando. Apesar de se mostrarem como uma dificuldade à parte, estes fatores podem atuar em conjunto com a falta de estrutura adequada no combate ao vírus. Além disso, o país não dispõe de uma estratégia de combate e erradicação dos casos até o início das competições. 

Em resposta ao documento entregue, a OMS declarou que, apesar de reconhecer o vírus como uma questão de saúde pública global, a transferência ou o adiamento não irá surtir grande efeito para se evitar a transmissão do mesmo. A Organização afirmou que a propagação do vírus continua no país, mesmo sem a realização das competições, visto que, milhares de pessoas entram e saem todos os dias e que o Brasil faz parte de um grupo de 60 países que contribuem para a propagação diária da doença. Ela continua a manter as recomendações atuais, principalmente, orientando as gestantes que evitem se dirigir para a cidade do Rio de Janeiro. O órgão declarou que está atento às mudanças no comportamento do vírus e, por isso, irá também modificar as suas recomendações quando achar que seja necessário. #Rio2016