Era noite de domingo, dia 3 de abril, quando uma família de torcedores palmeirenses foi surpreendida e agredida por membros de uma torcida organizada do #Corinthians, nas proximidades da estação de Metrô Clínicas, na avenida Doutor Arnaldo, na zona Oeste da capital paulista.

Naquele dia, o Palmeiras venceu o Corinthians por 1 a 0, no Estádio do Pacaembu, partida disputada pela 14ª rodada do campeonato estadual. Mas o domingo, que poderia ter sido marcado apenas pelo espetáculo que os confrontos entre os principais rivais de São Paulo proporcionam aos amantes do #Futebol, acabou sendo um dia trágico. Logo pela manhã, em frente à estação de trem de São Miguel Paulista, zona Leste de São Paulo, um idoso foi atingido por um tiro durante briga entre torcedores de Palmeiras e Corinthians e morreu no local.

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Até hoje, o autor do disparo não foi identificado.

Embora o assassino do idoso não tenha sido preso, a Polícia Militar teve melhor sorte na emboscada contra os palmeirenses, na zona Oeste, quando os agressores desembarcaram de um caminhão baú, da torcida organizada Gaviões da Fiel, que transportava instrumentos musicais, bandeiras e barras de ferro. Pouco depois de agredir os torcedores rivais, eles foram flagrados por policiais militares da ROCAM (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) e acabaram detidos e encaminhados ao 91º Distrito Policial, na Vila Leopoldina.

Trinta e duas pessoas foram presas e acusadas de participar da #Violência contra torcedores do Palmeiras sendo: 27 adultos, 4 menores de idade e uma mulher. Após prestar depoimento, todos acabaram liberados.

Entre os detidos estavam Leandro Silva de Oliveira, o "Soldado", e Tadeu de Macedo Andrade, ex-diretor financeiro da Gaviões da Fiel.

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Ambos estiveram envolvidos na morte do torcedor boliviano Kevin Espada, de 13 anos, atingido por um sinalizador, disparado por torcedores corintianos, em jogo válido pela Copa Libertadores entre San José de Oruro e Corinthians, em fevereiro de 2013. Na ocasião, 12 integrantes da torcida organizada permaneceram presos por quase seis meses.

Alguns meses depois de terem retornado ao Brasil, Leandro Silva e Cleuter Barreto Barros, o "Manaus", também preso em Oruro, foram flagrados por câmeras de emissoras de TV participando de violento confronto com a torcida do Vasco, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Eles não foram detidos pela ocorrência.

Outro corintiano que ganhou a liberdade, após a temporada na prisão boliviana, Raphael Machado Castilho de Araújo, atirou em policiais e acabou preso, na Bahia, em 2013.

Em fevereiro de 2014, Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, líder da torcida organizada Pavilhão Nove e que também esteve detido em Oruro, participou da invasão ao CT do Corinthians quando mais de 100 torcedores agrediram funcionários e roubaram celulares no local.

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Ele foi preso mas a Justiça o libertou cerca de um mês depois.

Porém, em setembro do mesmo ano, Ferreira foi flagrado entre torcedores da Pavilhão Nove que brigaram com corintianos da Camisa 12, na Arena Corinthians, durante clássico entre o time da casa e o São Paulo, mas não foi punido, ao contrário do seu clube que acabou multado em R$ 50 mil e ainda perdeu um mando de campo, tendo sido obrigado a mandar partida contra o time do Vitória em Cuiabá, mais de 1.500 quilômetros distante de Itaquera, na zona Leste de São Paulo. 

"Manaus" também virou notícia em junho de 2015. Ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas, no Rio de Janeiro, com 10 quilos de maconha.

Já Tadeu de Macedo Andrade, lutador de MMA (artes marciais mistas), acabou preso na manhã desta quarta-feira (18), pelo delegado Osvaldo Nico Gonçalves, conhecido por Dr. Nico, da Polícia Civil, enquanto treinava em uma academia na zona Norte de São Paulo. Macedo foi detido em cumprimento à ordem de prisão preventiva expedida pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim).

O corintiano é acusado dos crimes de lesão corporal, associação criminosa e tumulto, delitos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva contra ele.