Bruno Costa Carvalho, antigo candidato à presidência do Benfica, não tem qualquer tipo de dúvida: o Sporting tem que descer de divisão depois de ter sido provado em tribunal que Pereira Cristovão, enquanto vice-presidente do clube, tentou subornar pelo menos um árbitro para favorecer o Sporting. Como garante o site “Notícias ao Minuto”, o ex-candidato não percebe como o tribunal pode considerar que Cristovão, que foi condenado a quatro anos e meio de prisão, não estava trabalhando para o clube no momento em que subornou um juiz português.

Depois do caso “Apito Dourado”, agora foi a vez do “Caso Cardinal” manchar a imagem do esporte português, sobretudo a verdade esportiva do seu futebol.

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Além de ter sido condenado por lavagem de dinheiro e gestão criminosa de dinheiros do Sporting, Pereira Cristovão, como foi provado em tribunal, tentou corromper um árbitro português, um crime que pode deixar em grandes dificuldades o Sporting.

Mas porque é que o tribunal, pelo menos para já, não culpou o Sporting dos atos do seu antigo vice-presidente? A verdade é que o tribunal considerou que as ações de Pereira Cristovão estavam na “exorbitância de funções”, ou seja, foram realizadas por decisão pessoal e não porque o clube mandou cometer um ato claro de corrupção, tal como informa o site “Notícias ao Minuto”. Contudo, para Bruno Carvalho, o Sporting tem que ser punido imediatamente, se não essa decisão vai iniciar um enorme precedente para outros dirigentes portugueses, que podem facilmente dizer que apenas subornaram os árbitros por iniciativa própria, ilibando os clubes que representam.

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Na verdade, esse caso de corrupção ativa no futebol português não é nenhuma novidade, e, tal como aconteceu há uns anos na Itália, mancha significativamente a credibilidade e a qualidade do seu Campeonato. Contudo, e ao contrário do que era a vontade do ex-candidato benfiquista, não será fácil provar que foi o Sporting que, com o seu dinheiro, mandou Pereira Cristovão subornar pelo menos um árbitro para que pudesse se beneficiar com esse crime, principalmente financeiramente. #Justiça #Europa #Investigação Criminal