Na última semana, o mundo do #Futebol se encantou com a bela história do Leicester, equipe que, depois de fugir de um certo rebaixamento, surpreendeu os grandes e, nesta temporada, levantou o inédito título do Campeonato Inglês. No Brasil, atualmente, essa história é quase impossível de acontecer, mas, em épocas passadas, algumas das equipes chamadas "de menor investimento" tiveram os seus momentos de glórias, chegando, inclusive, a conquistar títulos de grande importância no cenário nacional.

Vejamos, abaixo, alguma dessas sagas dos "Leicester tupiniquins".

O glorioso Guarani campeão brasileiro

O mais bem sucedido intruso, sem qualquer dúvida, é o Guarani.

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Durante muito tempo, ocupou a galeria dos grandes, não só pelos seus feitos, como o fato de, com a Ponte Preta, dividir a preferência da numerosa população de Campinas, uma das maiores cidades do Brasil.

No ano de 1978, o Bugre reuniu, em seu elenco, iminências do futebol brasileiro, como Zé Carlos, Zenon e Careca. Sob o comando de Carlos Alberto Silva, o Alviverde do interior de São Paulo viveu o ápice de sua trajetória ao conquistar o Campeonato Brasileiro, derrotando, na final, o poderoso Palmeiras. Foi vice do mesmo certame em duas ocasiões (1986 e 1987). A partir de então, começou a submergir lentamente e, no momento, é só uma bela lembrança de um clube que agoniza nas divisões inferiores do futebol brasileiro.

O "fenômeno" São Caetano

Muito tempo depois do Guarani, mais precisamente no ano de 2000, diante de um Maracanã com quase 60 mil presentes, o São Caetano, então desconhecido clube da Região do ABC paulista, começou a viver o seu tempo mágico.

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Na ocasião, com um "chutaço" do atacante Adhemar, eliminava o Fluminense das oitavas de final da Copa João Havelange (Brasileirão daquele período) e gerando um frisson no cenário futebolístico nacional.

Para demonstrar que não era "brilhareco", naquele mesmo torneio, o Azulão deixou Grêmio e Palmeiras pelo caminho, garantindo presença na final, superado apenas pelo Vasco de Romário, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano.

As temporadas se sucederam e o São Caetano não deixava de frequentar o rol dos grandes. Em 2001, voltou a ser vice-campeão brasileiro, perdendo, dessa vez, para o Atlético/PR. No ano seguinte, mais uma campanha épica que fracassou na decisão: a Libertadores de 2002, tendo, como algoz, o Olímpia.

Em 2004, veio o tão sonhado grito de campeão. Comandado por Muricy Ramalho, o São Caetano, do artilheiro Fabrico Carvalho, derrotava o Paulista de Jundiaí no Pacaembu e conquistava o Paulistão.

Depois dos anos de bonança, veio a tempestade. Já não contando com o apoio da Prefeitura local, o São Caetano, que, mesmo vindo de campanhas brilhantes, jamais contou com uma grande massa de torcedores, começou a decair.

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No momento, está na Série A2 do Campeonato Paulista e frequenta a quarta divisão do Campeonato Brasileiro.

O Bangu do Castor

O Rio de Janeiro também teve o seu chamado "Davi" do futebol brasileiro. Na década de 80, o Bangu, sob a tutela do então chefe do "Jogo do Bicho" Castor de Andrade, deu uma de "penetra" na festa dos grandes. Em 1985, teve a sua melhor temporada, quando chegou à final do Campeonato Brasileiro, com a peculiaridade de ter lotado o Maracanã no jogo decisivo com as demais torcidas cariocas. Acabou derrotado, nos pênaltis, pelo Coritiba. Meses depois, outra decisão e nova frustração. Em um jogo polêmico, o Alvirrubro da Zona Oeste viu esvair a taça do Estadual, dessa vez para o Fluminense. Era o "fim de uma geração de ouro", onde brilhavam Mário Marques, Marinho, Ado, Claudio Adão e Arturzinho.

Com o falecimento de Castor em abril de 1997, o Bangu não conseguiu manter a sua força e, assim como Guarani e São Caetano, vive no ostracismo. No momento, disputa a Série A do Carioca sem quaisquer pretensão de títulos e ainda tenta confirmar a sua presença na Série D do Brasileirão. #Futebol Internacional #PaixãoPorFutebol