O empresário e ex-bilionário carioca, Eike Batista, 59 anos, voltou à cena nesta semana. Desta vez, por causa do convite que foi feito pelo Comitê Olímpico para que o mesmo pudesse conduzir a tocha olímpica. Além de carregar o símbolo olímpico, ele deverá fazer parte de uma lista de personalidades que deverão assistir aos #Jogos portando ingressos especiais. O fato foi suficiente para que várias reclamações e protestos fossem realizados.

A escolha de Eike, como uma das personalidades que poderão ter direito a um lugar privilegiado durante as competições, teve origem desde quando o Rio de Janeiro foi escolhido como sede dos jogos em 2009.

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Na época, tido como um dos homens mais ricos do país, o empresário era o principal financiador de uma campanha que planejava a revitalização da Marina da Glória.

A pretensão não era em vão. A visão empresarial mostrava lucros, isto por que Eike, sabendo da importância dos jogos, planejava aumentar seu faturamento no ramo hoteleiro. Ele pretendia construir um grande hotel na área. Por ocasião da escolha da cidade maravilhosa, o ex-bilionário doou cerca de R$ 22 milhões de reais para o Comitê Olímpico Internacional (COI).

O convite feito ao empresário tem gerado muitos protestos. De acordo com a Associação de Investidores Minoritários do Brasil, o dinheiro repassado para a organização dos Jogos foi desviado dos próprios acionistas. Por este motivo, a entidade resolveu entrar na justiça contra o empresário.

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A acusação seria por fraude na gestão das empresas que estavam sob seu comando. O processo corre na Sétima Vara de Justiça Empresarial, na cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com Carlos Arthur Nuzman, que preside o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Organizador dos Jogos de 2016, os protestos seriam repassados para os integrantes que organizam o revezamento da tocha.

Segundo Aurélio Valporto, presidente da Associação que está processando o empresário, Eike não deveria aceitar o convite. Ele afirma que todo o dinheiro doado pelo ex-bilionário não era dele e sim da empresa que ele dirigia e portanto, de todos os acionistas. Segundo o representante, seria mais honesto da parte dele não aceitar o convite.

Apesar da polêmica, Eike ainda não confirmou se irá participar do evento. Procurado pela imprensa para saber sobre a sua decisão, tanto ele quanto seu advogado não deram nenhum tipo de resposta. #Rio2016 #Protestos no Brasil