O segundo maior artilheiro da história do #Palmeiras completa 71 anos de idade nesta terça-feira, e pede apenas paz entre a diretoria do clube e os administradores do Allianz Parque. Em entrevista exclusiva à Blasting News, César Maluco quer que o presidente Paulo Nobre e a WTorre, enfim, se entendam.

“Temos a arena mais bonita do mundo sem dever nada, e já tendo retorno. Graças a Deus temos um palmeirense como Walter Torre na nossa vida e o Palmeiras também está de parabéns pelo Paulo Nobre. Precisa acabar com essa rixa”, disse o ex-atacante, lamentando que o último episódio dos desentendimentos tenha atingido Ademir da Guia, um dos maiores ídolos da história alviverde.

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O ex-meia foi convidado pela WTorre para ser o locutor do estádio no jogo de sábado, contra o Atlético-PR. Mas o Palmeiras diz ter a responsabilidade de quem faria a função e já tinha contratado outro profissional. O clube alegou não saber do convite a Ademir, que acabou acompanhando a partida apenas como torcedor. “O Ademir entrou em uma barca furada sem saber, coitado. Não custava nada deixá-lo fazer o comentário dele, anunciar a equipe. Porque é tudo Palmeiras”, defendeu César.

Autor de 182 gols em 325 jogos pelo clube, entre 1967 e 1974, César Maluco só balançou menos as redes do que Heitor, que fez 327 gols entre 1916 e 1931, quando o clube ainda chamava Palestra Itália. César foi pentacampeão brasileiro e bicampeão paulista pelo Palmeiras, e quer mais contratações para o time atual retomar as glórias constantes.

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Sem se empolgar com a goleada por 4 a 0 de sábado, na estreia do Campeonato Brasileiro.

“Faltam mais uns quatro ou cinco jogadores de ponta. Gostei do jogo de sábado, mas não dá para avaliar. Não adianta uma vitória boa contra time pequeno. O Atlético-PR é fraco e, contra time assim, tem de arrebentar mesmo”, analisou, criticando como a diretoria gastou os mais de R$ 100 milhões que o presidente emprestou. “Com esse dinheiro, poderíamos ser um segundo Barcelona e o maior clube do Brasil. Daria para contratar só jogadores de ponta. Mas não foram felizes na escolha.”

César Maluco foi candidato a vice-presidente na chapa derrotada por Paulo Nobre nas eleições de 2014 e, naquele ano, acabou não recebendo homenagem da diretoria na festa do centenário do clube. Ainda sem descartar uma nova candidatura nas eleições do fim deste ano – “Se o associado me colocar como presidente, assino embaixo” –, o ex-atacante não alimenta tristeza do atual mandatário.

“Não guardo mágoa, não. A vida é assim.

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Infelizmente, é duro quando alguém não sabe viver com o poder e acaba se desfazendo das pessoas, e isso acontece muito no Palmeiras. Mas quem julga é Deus, não sou eu. Perdoo todos eles. Respeito o Paulo Nobre como homem, como gente. É um cara novo, bem-sucedido. Espero que termine seu mandato na glória, com o título brasileiro. Amanhã, eles estarão fora. E estou sempre no Palmeiras”, falou, feliz pelo seu aniversário.

“Deus me deu a força para chegar aos 71. Espero chegar até aos 80, 90. Quem sabe não chego aos 182? Aí seria um ano para cada gol no Palmeiras. Seria maravilhoso”, sorriu, antes de lembrar que o Corinthians viveu jejum de títulos enquanto ele vestiu a camisa do Palmeiras. “Se eu estivesse jogando ainda hoje, eles ainda estariam na fila”, brincou César Maluco. #Futebol #Campeonato Brasileiro