Esta sexta traz um clima de saudosismo para quem é torcedor do Fluminense. Há exatos 32 anos, o Tricolor conquistava o segundo título do #Campeonato Brasileiro de sua história. Em um Maracanã com público superior a 100 mil espectadores, o time das Laranjeiras, que, na ocasião, era dirigido por Carlos Alberto Parreira e contava, em seu elenco, com a dupla de atacantes Washington e Assis - o famoso Casal 20 (referência a um seriado que era exibido na TV Globo nos anos 80) -, além do paraguaio Romerito, garantia mais um troféu para o luxuoso salão de Álvaro Chaves ao empatar de 0 a 0 com o Vasco.

Em uma competição disputada por 41 equipes, o Flu realizou 26 jogos, obtendo 15 vitórias, 9 empates e sofrendo apenas duas derrotas, marcando 37 gols e vendo a sua rede ser balançada pelos adversários em 13 ocasiões.

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Na primeira fase daquele Brasileirão, o #Fluminense, em um grupo formado por cinco equipes (os cariocas enfrentaram Santos, Ferroviário/CE, ABC/RN e Confiança/SE), terminou a sua campanha na segunda posição. Logo em seguida, o Tricolor foi o melhor de uma chave contra São Paulo, Bahia e Goiás, repetindo o feito na terceira etapa, enfrentando, dessa vez, Portuguesa/SP, Santo André/SP e Operário/MS.

A partir das quartas de final, os jogos eram de ida e volta. O adversário, o Coritiba. Depois de um empate de 2 a 2 no Couto Pereira, o Flu não tomou conhecimento do Alviverde Paranaense e, com mais de 60 mil vozes apoiando no Maracanã, despachou o rival com sonoros 5 a 0.

Veio a semifinal e, para muitos, o primeiro grande teste. Do outro lado, estava o Corinthians, atual bicampeão paulista, contando, em seu elenco, com grandes craques (Sócrates e Casagrande, por exemplo) e que, na fase anterior, havia eliminado o Flamengo.

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Mesmo assim, com uma exibição de gala, considerada por Parreira, a partida mais próxima da perfeição de uma equipe de #Futebol, o Fluminense, no Morumbi, praticamente selou a sua ida para a final ao derrotar o adversário por 2 a 0. Uma semana depois, novamente em um Maracanã lotado, a vaga foi confirmada com um empate sem gols.

Na decisão, o confronto era diante de um velho conhecido. Dono do ataque positivo, o Vasco chegava como favorito, mas, novamente, o Tricolor comprovou a sua força já no duelo de ida. Escorando um cruzamento vindo da esquerda, Romerito assegurou a vitória de 1 a 0 e a vantagem do empate no clássico derradeiro. Em um domingo de inverno, o Fluminense levou alguns sustos, mas também ameaçou bastante a meta cruzmaltina. No final, um 0 a 0 inesquecível para uma geração de torcedores que, das arquibancadas, exaltava um grupo que soube honrar, naquele momento, "as três cores que traduzem tradição".

Time-Base: Paulo Victor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Deley e Assis; Romerito, Washington e Tato.

Técnico: Carlos Alberto Parreira

Também atuaram com destaque Ricardo Lopes (goleiro), Leomir (volante), Renê (meia), Wilsinho (ponta-direita) e Paulinho (ponta-esquerda).