A cidade de Alagoas, em Maceió, recebeu a chama da tocha olímpica, principal símbolo das Olimpíadas, no último domingo, 29 de maio. Dentre os centenas de alagoanos que percorreram as ruas da cidade, seja conduzindo a tocha ou apenas acompanhando o trajeto, estava a estudante de Educação Física da Universidade Federal de Alagoas, Viviane Andrade Simões, de 20 anos. Escolhida pelo Comitê Olímpico para ser uma das condutoras da tocha olímpica após concurso que selecionou uma pessoa de cada estado do Brasil, Viviane passou por parte da movimentada Avenida Josefa de Melo, em Maceió, tendo que enfrentar um tempo frio e chuvoso. O clima instável, porém, não diminuiu a emoção da jovem, que descreveu o momento como indescritível.

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"Foi mágico! A emoção transbordou, não coube em mim, eu não conseguia tirar o sorriso do rosto. As crianças ao redor gritavam: 'eu peguei a tocha!', enquanto eu corria e outras pessoas vibravam enviando muita energia positiva. Foi muito legal esse calor humano, algo indescritível", relembrou.

Apesar de ter ganhado um concurso para ser uma das condutoras, Viviane não pode levar a tocha para casa gratuitamente. Isso porque o Comitê Organizador da Rio 2016, entidade que realizou o concurso, não liberou aos ganhadores a aquisição do objeto, diferente dos patrocinadores Nissan, Coca-Cola e Bradesco, que realizaram ações próprias e deram a tocha de presente aos seus escolhidos. Para conseguir ficar com a tocha - que tem um custo de R$ 1.985,90 - Viviane contou com a ajuda da família.

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"Meus familiares se juntaram e fizeram uma vaquinha. Assim pude comprar a tocha!", afirmou a estudante.

Natural de Maceió, Viviane sempre viu no esporte a sua vocação. Aos 9 anos, começou a praticar natação e, anos depois, iniciou os treinos no handebol. O desempenho neste esporte foi tão positivo que logo foi convocada para a seleção alagoana de handebol, onde permaneceu por três anos. Entre os anos de 2009 e 2010 fez as suas primeiras viagens pelo esporte. Por isso, a escolha pela graduação em Educação Física não foi surpresa para os pais, também professores de Educação Física. "Eles sempre me apoiaram. Vejo no esporte uma maneira de integração, superação e evolução. Aos poucos percebi que o esporte era uma maneira de cuidar de mim, de aprender e de me divertir ao mesmo tempo", relata Viviane, que pretende transmitir este ensinamento a todos que passarem pelo seu caminho. #Rio2016