A jogadora brasileira de voleibol, Fabiana Claudino, mineira de 31 anos de idade, jamais imaginara que seria protagonista, como representante do Brasil, com a oportunidade de levar em suas mãos a tocha olímpica: chama do esporte e simbolo maior da competição esportiva mais famosa do mundo, ao lado da Copa do Mundo.

Na última terça-feira (03), Fabiana teve a honra de ser escolhida para carregar a tocha olímpica. A atleta é destaque da seleção brasileira de voleibol feminino. A mineira não se deixou levar pela ansiedade e a forte adrenalina naquele momento marcante em sua vida. Ela iniciou o revezamento do percurso a ser percorrido com a tocha olímpica no Brasil e descreveu eufórica o que aconteceu naquele instante:"eu estava abobada", desabafou.

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A capitã da seleção bicampeã olímpica de vôlei disse ainda que "tinha vontade de abraçar a todos e comemorar", ao relatar aquele sentimento único.

Escolhida entre muitos

A capitã da seleção brasileira de vôlei foi escolhida entre mais de 12 mil atletas brasileiros que participarão dos jogos olímpicos do Rio, no próximo mês de agosto. Entre milhares de atletas, destacam-se personalidades famosas que carregarão a tocha, além de voluntários e atletas anônimos. A importância de poder representar o país é de grande simbolismo. Fabiana foi escolhida pela presidente Dilma Rousseff para carregar a tocha olímpica e pôde ouvir da mandatária do país, a alegria de poder transmitir o espírito olímpico a uma mulher negra brasileira. Durante o ano de 2015, Fabiana se deparou com uma situação triste no esporte.

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Após uma derrota em casa, durante uma competição, a atleta se tornou alvo de ofensas racistas em quadra. Essa data trágica foi inclusive relembrada por Fabiana, quando ela iniciou o revezamento com a tocha: "Representar as mulheres e a minha raça é um fato muito importante neste País de hoje", assinalou. Ainda, de acordo com a esportistas, os jogos olímpicos são uma grande oportunidade para se quebrar o estigma do machismo e do racismo.

A jogadora acredita ainda que, com a proximidade dos jogos olímpicos, a ansiedade é inevitável e cresce de modo exponencial, e já no mês de junho poderá sentir o "clima" esportivo, assim que a seleção brasileira participar do Grand Prix de Vôlei, ao disputar com as seleções da Itália, Japão e Sérvia. A competição será um pré-aquecimento e um verdadeiro teste para sentir as instalações cariocas já totalmente prontas para dar a largada aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

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