Pense em como seria admirar as belezas naturais do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, assistir a uma prova do ciclismo de estrada nas Olimpíadas?! É exatamente isso que se vai poder testemunhar nos jogos olímpicos desse ano, a união das paisagens do Rio com as provas do ciclismo de estrada.

Na metade do SEC XVIII surgiram as primeiras bicicletas que rapidamente se popularizaram como um meio de transporte alternativo.

O ciclismo de estrada foi a primeira modalidade a ser disputada em cima de uma bicicleta e a sua primeira competição foi realizada em 1868, em Paris. O esporte logo caiu no gosto popular e já em 1896 fez a sua estreia olímpica nos primeiros jogos da era moderna, em Atenas.

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Na modalidade são disputadas duas provas individuais masculinas e femininas: a prova de estrada e a contrarrelógio.

Na prova de ‘estrada’ os ciclistas largam de forma conjunta e vence quem terminar o percurso primeiro. Já na ‘contrarrelógio’ a largada é individual e feita a cada 90 segundos, vence quem percorrer todo o trajeto em menor tempo.

Os uniformes dos atletas são feitos de um material leve e arejado, permitindo que o suor seja absorvido e a pele possa respirar. O short de lycra evita o atrito contra o assento do veículo e facilita o movimento do ciclista. Já os pedais de encaixe permitem que os pés dos esportistas fiquem bem fixados na bicicleta.

Por falar na bicicleta, ela é feita com quadro de carbono e outros matérias leves, não chega a pesar 7 kg. Além de ser leve ela deve ser bastante resistente, para suportar os percursos, e confortável.

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O guidão baixo permite que o ciclista poupe energia e favorece a aerodinâmica.

O ciclismo de estrada só não esteve presente em três edições dos jogos: Paris, no ano de 1900, St. Louis, em 1904 e Londres, em 1908. A participação feminina só aconteceu em 1984, nos jogos de Los Angeles, na prova individual de estrada.

O Brasil fez a sua estreia no esporte no ano de 1936, em Berlim, com os ciclistas Ferrer Dertonio, Hermógenes Netto e Ricardo Magnani na prova de 100 km.

Este ano serão disputadas 12 medalhas olímpicas e a esperança brasileira de um pódio inédito está depositada no paulista Rafael Andriato, que nunca competiu em uma Olimpíada. O ciclista passou oito temporadas na Itália e recentemente voltou para o Brasil para competir pela equipe Memorial/Santos.

Fechando a série sobre ciclismo, no próximo texto irei falar sobre a modalidade Mountain Bike. Não perca e até a próxima! #Rio2016