O novo ministro dos Esportes, deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ), nomeado pelo presidente interino, Michel Temer, na última semana, caiu de paraquedas na pasta, não tendo nenhuma ligação com esportes antes da nomeação. Agora, terá a responsabilidade de ser a principal autoridade política envolvendo os Esportes durante o tão esperado Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.

Na última quarta-feira (18), o ministro Leonardo Picciani, entre sua agenda atribulada, tirou o dia para conversar com a imprensa. Em conversa com o portal globloesporte.com, o ministro afirmou que não crê na possibilidade do Ministério dos Esportes ser fechado ou ser fundido com outra pasta, como aconteceu, por exemplo, com o Ministério da Cultura. 

Segundo disse ao globoesporte.com, Picciani afirmou que a decisão de Michel Temer entregar a pasta dos Esportes ao PMDB, partido tanto do ministro como do presidente interino, é mais uma forma de garantir a importância e relevância da pasta perante o governo. 

Picciani também foi questionado sobre o fato de ser um dos ministros mais jovens do governo Temer com 36 anos - a titulo de curiosidade, Leonardo Picciani foi eleito como deputado federal pela primeira vez com apenas 22 anos e esteve presente na Câmara dos Deputados durante 14 anos. 

Sobre ter assumido o ministério dos Esportes menos de 90 dias antes do início das Olimpíadas, Picciani garantiu que as obras estão "indo absolutamente bem".

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Segundo ele, a grande maioria das obras estão em faze de "finalíssima" execução e que tem total certeza que não haverá nenhum atraso nas obras. 

Lembrado sobre as obras do velódromo, que estão sim atrasadas e preocupam o Comitê Organizados, Picciani afirmou que ela está com "86% de execução", e garantiu: "estará pronto". 

Segundo o novo ministro, o Ministério dos Esportes investiu R$ 115 milhões na compra de material para as obras dos Jogos Olímpicos do Rio. 

O ministro Picciani ainda teve que explicar a relação da empresa de sua família que vende brita para as construções e seu cargo como chefe da pasta de Esportes. Segundo ele afirmou, não há nenhum "choque de interesses".  #Rio2016