A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nota neste sábado, dia 28, em resposta ao pedido feito por cientistas britânicos e americanos, que defendem a transferência ou o adiamento dos jogos no Rio de Janeiro. De acordo com as declarações da organização, não há motivos suficientes para que uma mudança seja feita, nestes últimos dias, em relação ao local no qual as competições serão disputadas.

Nesta última sexta-feira, dia 27, um grupo formado por cientistas e pesquisadores das universidades de Harvard e Oxford, divulgou o conteúdo de uma carta destinada a OMS, em que recomendam o adiamento ou a mudança do local dos jogos olímpicos da cidade do Rio de Janeiro.

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De acordo com os especialistas, a cidade não oferece condições adequadas de segurança para evitar um possível contágio dos atletas pelo zika vírus. No documento, seus autores citam que o sistema de saúde brasileiro falhou em medidas que visassem erradicar a #Doença e seu vetor de contágio, o mosquito Aedes Aegypti. Além disto, citam que a atual conjuntura política brasileira, embora não seja a principal causa, possa contribuir de um modo geral para o contexto desfavorável à realização dos jogos.

Segundo o documento, diante do quadro grave de saúde pública do Brasil, não existem mecanismos eficientes de operação que possam levar a uma erradicação rápida da doença neste pequeno intervalo até o início dos jogos. A preocupação maior dos cientistas é que os atletas poderão ajudar a disseminar a doença em seus países de origem, muitos dos quais são pobres e que não contam com políticas adequadas de combate ao #Zika Vírus.

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Deste modo, ela passaria a ser endêmica nesta localidades.

A OMS justificou que, diante do quadro, não existem razões suficientes para que as competições possam ser transferidas ou adiadas. Segundo a organização, a presença do vírus já foi detectada em cerca de 60 países, dentre os quais, 39 estão na América. Ela reiterou que continuará a monitorar o comportamento do vírus em todo o mundo e, caso seja preciso, atualizará as recomendações inerentes à prevenção da doença. #Rio2016