A desilusão da torcida gremista com o trabalho de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, logo deu lugar à esperança a partir da surpreendente campanha de Roger Machado no Brasileirão de 2015. Com a queda de Luiz Felipe logo após a segunda rodada do nacional do ano passado, o ex-lateral esquerdo do clube assumiu a vaga e encantou a todos com um trabalho que culminou no terceiro lugar do campeonato.

De esperança à realidade, Roger trouxe para a temporada seguinte o peso do bom trabalho e a necessidade de transformá-lo, também, em conquistas. Sem um grande título desde 2001, quando venceu a Copa do Brasil, o #Grêmio confiava em um grande início de 2016, mas a realidade apontou situações distintas: três eliminações em três competições diferentes.

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Na Primeira Liga, o Grêmio acabou ficando na primeira fase. No Gauchão, mesmo após liderar a fase classificatória, foi surpreendido pelo Juventude dentro da Arena na semifinal e, com a queda, abriu caminho para o hexacampeonato gaúcho do rival Inter. E no maior objetivo do ano, a Libertadores, o tricolor foi presa fácil para o Rosario Central na fase de oitavas de final. Na avaliação do jornalista esportivo e comentarista dos canais SporTV e Premiere FC, Mario Marcos de Souza, os insucessos decorreram de um planejamento equivocado.

“Equívocos na montagem do planejamento impediram que os títulos viessem. Vamos ver o caso do Gauchão desse ano, por exemplo. O Grêmio até evitou priorizar uma única competição, mas quando precisou agir executou muito mal o plano. Escolheu ficar muito tempo na preparação para o jogo contra a LDU, em Quito, e depois teve que fazer quatro jogos em oito dias”, lembrou Mario Marcos, que gentilmente atendeu com exclusividade a reportagem da Blasting News Brasil.

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Na semana decisiva na Libertadores e no Gauchão, o Grêmio enfrentou com os titulares o Toluca, na Arena, em uma terça-feira, fechando a fase de grupos da competição continental. Mas, dois dias depois, na quinta, Roger optou por mandar um time cheio de reservas no primeiro jogo da semifinal gaúcha, contra o Juventude, em Caxias. Acabou perdendo por 2x0 – resultado que tornou inútil o 3x1 a favor alcançado no domingo seguinte, em Porto Alegre.

“Por isso tropeçou no Juventude e caiu no estadual. Já na Libertadores eu vejo que acabou encontrando pela frente um rival melhor, que esteve bem mais ajustado pelo seu técnico”, ampliou Mario, fazendo referência ao time do Rosario Central, da Argentina.

Mesmo após ressaltar e elencar os erros do planejamento para as primeiras competições da temporada, o jornalista não prega a demissão de Roger Machado. Pelo contrário, entende que a manutenção do trabalho é fundamental para a sequência do Grêmio no ano.

“Roger é habilidoso, é correto, foi jogador e é torcedor do clube.

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Faz por merecer a permanência no time do Grêmio”, acredita.

Com Roger na casamata, e buscando viver dias melhores, o Grêmio volta a campo no próximo domingo, às 16h, na Arena, para duelar contra o Flamengo, em confronto válido pela segunda rodada do Brasileirão 2016. #Futebol #Campeonato Brasileiro