Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos anos, o Inter entrará no Brasileirão de 2016 sem o rótulo estampado pela imprensa e torcida como um dos favoritos ao título. Sem o antigo maestro Andrés D'Alessandro e com um elenco formado essencialmente por jovens, o colorado tentará buscar o protagonismo durante a campanha no maior certame nacional, que não fica na sala de taças do Beira-Rio desde 1979.

Antes disso, a preocupação dos comandados de Argel Fucks é única e exclusivamente com a final do Gauchão. Pela frente, o bravo Juventude, de Caxias do Sul, que na semifinal segurou com muita luta o Grêmio e deixou pelo caminho o tradicional rival colorado.

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Neste domingo, o primeiro jogo ocorre no Alfredo Jaconi, na Serra. Na semana que vem, a decisão é em Porto Alegre. Depois, tudo é Brasileirão para o Internacional.

E será preciso se reforçar. Na avaliação do ex-volante Lauro, que gentilmente concedeu #entrevista à Blasting News Brasil, o Inter precisa de jogadores mais experientes para dar suporte aos jovens que estão surgindo. Em 2016, o técnico Argel tem dado espaço a garotos como Andrigo, Aylon, Arthur e Alisson Farias, ainda novatos no que diz respeito à competições nacionais.

“Vejo que o Inter tem bons valores no grupo. É claro que para enfrentar o peso de um Brasileirão e para brigar para ser campeão precisará de reforços. Seria muito importante justamente para segurar essa meninada que está surgindo. Mas há muita qualidade. Ao mesmo tempo, o Inter ainda não arrumou um substituto para o D'Alessandro, que era um líder técnico dentro de campo.

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E pelas suas últimas partidas que tem feito no River, tem demonstrado todo o seu potencial”, comentou Lauro.

Questionado no início do ano, Argel parece enfim consolidar o seu trabalho no comando do Inter. Desde agosto de 2015 no Beira-Rio, o técnico lutará para conquistar seu segundo título pelo colorado. Ainda no início dessa temporada, o Inter venceu a Recopa Gaúcha contra o São José nas penalidades máximas. Para Lauro, as críticas no início do trabalho são normais.

“Sobre o Argel, eu gosto dessa safra de treinadores novos que estão buscando o seu espaço. O mercado ainda olha com desconfiança para esses profissionais, mas o Argel, assim como o Roger do Grêmio, têm tudo para ter uma grande carreira. Eu conheço pouco ele, apenas do tempo em que nos enfrentávamos como jogador, mas acho que ele sabe que esse início em clube grande é realmente difícil. As críticas fazem parte e a pressão também”, disse. #Sport Club Internacional