No jogo inteiro, que começou no dia do trabalho (primeiro domingo decisivo) o clube Audax (inédito e precoce finalista) juntamente com o #Santos fizeram um início digno e habitual, para quem conhece os times. Bom #Futebol coletivo e corrido, duas equipes que cadenciam bem o jogo, porém "o Audax mais cadencia do que decide, já o Santos mais decide do que cadencia". Dentro de sua humilde casa o jovem e pobre time de Osasco, manteve seu ritmo e perturbou a defesa santista com diversas jogadas perigosas, porém, o Santos evitava a aproximação da sua área pelos adversários, obrigando os arremates de longe, intermediária, no máximo entrada da área e pressionado.

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Os garotos do Audax, de tanto insistirem em jogada iniciada pelo excelente talento de Tchê-Tchê, conseguem o gol chorado, mas muito bem requintado pelo ótimo atacante Mike, que ludibriou o marcador no momento do passe de Tchê-Tchê, na entrada da área, e enganou também o goleirão santista que se preparava para saltar no canto aberto, surpreendendo com um chute no canto inesperado. Gollll!!

 Com o dever do empate, obviamente, o Santos resolveu arriscar mais, porém, não encontrava inspiração, seus craques já estavam exaustos, mas numa bobeira do Tchê-Tchê, que passou a bola (sem querer) quase no meio campo para o jovem Ronaldo Mendes, que acabara de entrar no jogo por lesão do principal jogador santista (Lucas Lima). O Santos chega ao precioso empate em 1 x 1 com um chute muito forte quase do meio da rua.

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SEGUNDO JOGO

Vila Belmiro cheia para ver o tradicional clube praiano "brincar de jogar bola", colaborando com a equipe mais regular independente de elenco no Brasil, não existe como decifrar uma regularidade tão majestosa nos tempos atuais, no mínimo um ótimo e perseverante trabalho da gestão do clube ao longo dos anos.

Inesperadamente, o jogo começa com o Santos completamente envolvido pela boa troca de passes do Audax e, literalmente, não toca na bola, apenas assiste o futebol coletivo do adversário e aceita.

O Santos preferiu se fingir de morto e fazer o Audax acreditar que ganharia, para surpreendê-los no contra- ataque fulminante! Assim, o Audax seguia arriscando como no primeiro jogo, jogadas pouco agudas, minimamente agressivas, de insuficiente precisão. Porém, confiantes na posse da bendita bola que tiveram nos pés em torno de 65 a 70% do tempo total do jogo. À parte na história, em oportunidade única, o veterano, Ricardo Oliveira, desmantelou todo projeto do inovador técnico Fernando Diniz, recebendo passe em velocidade, arranca em direção ao zagueiro e, com um simples toque entre suas canelas, sai na cara do goleiro Sidão que, pego de surpresa, não teve como se preparar para a defesa.

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Existiu ainda um gol anulado no erro de arbitragem feito pelo estrangeiro Joel, que substituiu o protagonista do jogo, nos minutos finais da ilustre partida decisiva que consagra os 22 títulos do Santos, igualando- se ao Palmeiras e incendiando a briga de "cachorro grande". Porém, o Santos, nos últimos anos, venceu 5 das 8 finais que participou desde 2009, consecutivamente no #Paulistão.