Faltando pouco mais de dois meses para o início dos Jogos Olímpicos, Gabriela Guimarães, a Gabi, jogadora mais nova da seleção brasileira de vôlei -completou 22 anos no dia 19 de maio-, tem vivido momentos de ansiedade. No mês de março, durante as quartas de final da Superliga, a atleta sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo, mas, com um tratamento especial, suportou as dores e ajudou o Rexona Ades, do técnico Bernardinho, a conquistar o título da competição.

Um exame de ressonância magnética, realizado ao término do torneio, mostrou que o drama estava apenas começando. “Comecei a recuperação do zero”, diz ela. Depois da convocação pelo técnico da seleção Zé Roberto, Gabi continuou o tratamento em condições especiais, no centro de treinamentos de Saquarema.

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 A maior dificuldade da caçula da seleção é realizar o movimento de saltar, o que dificulta bastante o seu desempenho na posição que joga, a ponta.

Nos últimos quinze dias, tanto no centro de treinamentos como na preparação para os Desafios de Vôlei, disputados em São José dos Pinhais, no Paraná, Gabi fez os primeiros saltos com pouca dor. Ela não jogou nas duas partidas contra a seleção da República Dominicana, mas integrou o grupo e participou normalmente dos aquecimentos. Segundo ela, a evolução é boa, “aos poucos”, com tratamento no local da lesão, fisioterapia e trabalhos na piscina.

Gabi elogia o trabalho da comissão técnica e lembra o apoio das companheiras de seleção: “Elas tem paciência e carinho comigo”, revela. Em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres, torceu muito pelo Brasil e agora quer entrar em quadra e brigar pelo ouro.

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Presença constante em todas as últimas convocações do vôlei nacional, Gabi planeja estar 100% recuperada e em forma para realizar o sonho de estar na lista olímpica do técnico Zé Roberto.

Os últimos testes para a seleção vão acontecer na disputa do Grand Prix. Os primeiros jogos, na Arena Carioca, no Rio de Janeiro, serão de 9 a 12 de junho, quando o Brasil enfrenta Itália, Japão e Sérvia. #Rio2016