No dia 17 de maio, o Comitê Olímpico Internacional (COI) informou, em uma iniciativa para coibir a prática de doping nos Jogos Olímpicos, que reanalisou 454 amostras de urina provenientes de atletas que participaram das Olimpíadas de Pequim, em 2008. Deste total, foram detectados 31 resultados suspeitos, que poderiam indicar o uso de substâncias ilegais por parte dos competidores, de 12 países diferentes.

Nesta terça-feira (24), a Agência de Informação e Telegrafia da Rússia (TASS), uma das mais renomadas agências de notícia daquele país, sugeriu que dos 31 exames duvidosos detectados pelo COI, 14 pertenceriam a atletas russos.

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Proibição de competir

Segundo um relatório elaborado pela TASS, a maioria dos 14 atletas compete em provas de pista e de campo. Se o fato for confirmado, colocará em risco ainda maior a participação da Rússia nas Olimpíadas do Rio de janeiro.

O país já está suspenso de competições internacionais por causa de um escândalo de doping ocorrido em 2014, onde amostras de atletas russos que poderiam acusar o uso de substâncias ilegais foram descartadas pelo laboratório que conduzia os testes antidoping nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi.

Exames modernos e desfecho do caso

Em seu anúncio a respeito das reanálises dos exames de Pequim, o COI não divulgou os nomes dos atletas suspeitos de praticarem doping. No entanto, revelou que 12 países estão implicados, abrangendo um total de seis esportes diferentes.

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O Comitê Olímpico Internacional também informou que foram usadas técnicas mais avançadas nas amostras reanalisadas, que não estavam disponíveis em 2008.

A decisão de permitir ou não a Rússia de participar das Olimpíadas do Rio de Janeiro só terá um desfecho no dia 17 de junho, quando a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) se reunirá e dará um parecer sobre o caso.

Yelena Isinbayeva

O problema da Rússia envolvendo doping tem provocado revolta em Yelena Isinbayeva, estrela do salto com vara, que se considera injustiçada por ser impedida de competir por causa de atos de terceiros.

A atleta quer participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e declarou que a proibição de competir imposta aos russos fere seus direitos humanos, uma vez que nunca foi flagrada usando substâncias ilegais. #Rio2016