O craque argentino Carlitos Tevez, que já teve passagem pelo Corinthians, é fator de decisão para a Copa Libertadores da América deste ano. Aos 32 anos, é disparado o melhor jogador em atividade na competição.

Rápido, vigoroso, destemido, solidário e implacável nas proximidades da área, tem feito a diferença no Boca Juniors, time onde é protagonista. Seus jogos demonstram claramente que não existe no momento nenhum jogador com o seu potencial no #Futebol da América Latina.

Tevez é capaz de decidir os jogos. Seus arranques curtos, a força que utiliza para trombar e se livrar dos zagueiros, o fácil domínio da bola, o chute forte e visão detalhada de ataque, funcionam como uma arma mortal contra os adversários.

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Contra o Cerro Porteño, fez um dos gols e participou dos outros dois. Os zagueiros se revezavam para marcá-lo, sem sucesso. Vitória fácil dos argentinos. No Brasil também não existe nenhum jogador em atividade que tenha as mesmas características do argentino, ou que seja decisivo para um jogo.

Olhando Tevez no Boca Juniors e analisando a chegada do Campeonato Brasileiro, notamos que a escassez de bons jogadores no país chegou ao limite. Indo um pouco além do que vai entrar em campo a partir deste final de semana, lembramos que entre todos que foram jogar no exterior, a partir do final do ano passado, também não existe nada parecido ou que chegue perto da eficiência do argentino.

O Brasil vive a escassez de craques. Isso não é bom para o futebol mais criativo do mundo. Onde será que estão os erros?  Nas rodas de jornalismo esportivo da televisão ou rádio, verificamos que há discussão sobre tática, esquemas de jogo, padrão dos técnicos do futebol e bem pouco sobre o surgimento de novos e bons jogadores.

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Futebol e paixão andam abraçados. Tudo começa na infância e o primeiro desejo dos meninos é se tornar um grande craque, mas o romantismo dos velhos tempos se foi. O futebol de rua só acontece em pobres e pequenas cidades. Manter a base é quase impossível, devido ao conjunto de leis que protegem os menores quanto ao trabalho prematuro. Neste esporte, infelizmente, tudo se tornou muito caro. O futebol profissional exige muito mais do que um jogador técnico, tem que ser um atleta completo.

O jogo, infelizmente, tornou-se mais difícil para o país que adora a malemolência, malandragem e os dribles. A origem de Tevez tem muito a ver com o Brasil, bairro pobre, futebol de rua, mas é só. O que vemos, é que a Argentina tem aproveitado melhor a qualidade de seus jogadores, especialmente os atacantes, diferente do Brasil, que exporta seus novos atletas sem a mínima noção da sua importância para o futebol doméstico. Do jeito que as coisas andam, o jeito mesmo é admirar e ter como ídolos os jogadores estrangeiros.   #Resenha Esportiva #Copa Libertadores 2016