Para muitos atletas, oriundos de países com sérios conflitos, o sonho Olímpico acabou. Mas, para 10 deles, não. A frase do francês Pierre de Frédy, o Barão de Coubertin, criador dos Jogos Olímpicos modernos, "O importante não é vencer, mas competir. Com dignidade”, fez com que o Comitê Olímpico Internacional desse a eles a chance de competir, e com dignidade.

No dia último dia 3, o COI divulgou o nome dos 10 atletas refugiados que irão competir pela primeira vez pela “Equipe Olímpica de Atletas Refugiados”, inédita nos Jogos, sob a bandeira Olímpica.

São atletas refugiados de 4 países, ou por conflitos ou por perseguição.

Publicidade
Publicidade

São 2 da Síria, 2 da República Democrática do Congo, 1 da Etiópia e 5 do Sudão do Sul. Foram acolhidos no Brasil, Alemanha, Luxemburgo, Quênia e Bélgica.

A decisão do COI foi bastante comemorada pela ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, segundo eles, essa atitude manda uma mensagem de esperança para os refugiados espalhados pelo mundo.

Todos eles têm uma história emocionante para contar, como a da nadadora síria Ysra Mardini. Criada em Damasco, fugiu com a irmã após sua casa ser bombardeada. Na fuga, passaram pelo Líbano, Turquia e seguiram de barco para Grécia. Usaram uma embarcação com capacidade para 6 pessoas, mas que transportava 20. No meio do percurso começou a afundar, várias pessoas não sabiam nadar, Ysra e sua irmã pularam nas águas frias do Mar Egeu, conseguiram evitar o naufrágio e o empurraram o barco por três horas até a Grécia.

Publicidade

No início de 2015 eram mais de 59 milhões de refugiados espalhados pelo mundo.

A equipe Olímpica de atletas refugiados

Vamos conhecer esses 10 atletas que comporão a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados:

  • Yusra Mardini, da Síria, 17 anos: natação - 200 metros livres feminino; refugiada na Alemanha;
  • Ramis Anis, da Síria, 25 anos: natação - 100 metros borboleta masculino; refugiado na Bélgica;
  • Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul, 21 anos: atletismo - 800 metros masculino; refugiado no Quênia;
  • James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul, 28 anos: atletismo - 400 metros masculino; refugiado no Quênia;
  • Yonas Kinde, da Etiópica, 36 anos: atletismo - maratona masculino; refugiado em Luxemburgo;
  • Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul, 21 anos: atletismo - 1.500 metros feminino; refugiada no Quênia;
  • Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul, 23 anos: atletismo - 800 metros feminino; refugiada no Quênia;
  • Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul, 24 anos: atletismo - 1.500 metros masculino; refugiado no Quênia;
  • Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo, 28 anos: judô, peso médio feminino; refugiada no Brasil;
  • Popole Misenga, da República Democrática do Congo, 24 anos: judô, peso médio masculino; refugiado no Brasil.

Certamente, merecem a nossa torcida!

Deixe sua opinião nos comentários!

  #Rio2016