Na tarde desta quinta-feira (09), durante uma coletiva de imprensa na sede da CBF no RJ, antes de anunciar alterações para o calendário do Futebol Brasileiro para 2017 que terá estaduais mais curtos, a entidade máxima do futebol no País divulgou uma série de medidas adotadas para o futebol feminino.

Entre estas novidades se destacam a criação de um departamento específico para esta categoria dentro da CBF e a implementação de um curso destinado apenas para treinadoras de futebol, como forma de diminuir a disparidade que existe em relação aos homens nesta área. Além disto, será desenvolvido um plano de marketing voltado exclusivamente para o futebol feminino.

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A CBF também concordou com a criação de duas divisões, Séries A e B, com 16 equipes cada. As divisões de base como Sub-17 e Sub-20 também terão uma competição nacional, que poderá ser um torneio. 

A ex-árbitra Ana Paula de Oliveira, coordenadora de um grupo de trabalho a favor do futebol feminino, considerou o evento desta quinta-feira como sendo um "momento histórico", pois o futebol praticado por mulheres jamais teve um espaço com estas proporções dentro da CBF.

Ana Paula defende também que o futebol praticado por elas não pode querer se comparar ao masculino, pois entende que isto jamais será possível. A ex-árbitra argumenta que é preciso haver uma outra forma de olhar o futebol feminino, para que as pessoas compreendam "o que são meninas praticando este esporte." Ana Paula de Oliveira admitiu estar emocionada com o evento criado pela CBF, pois a entidade sempre foi um espaço onde as mulheres não tinham voz nem espaço, e apenas eram tratados assuntos que diziam respeito à Seleção de Futebol Feminino

A expectativa de todos que gostam de futebol, que acreditam no potencial do futebol jogado por garotas, é de que todas estas medidas saiam do papel e comecem de fato a serem executadas.

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O maior problema será fazer com que o futebol feminino seja de fato implementado pelo menos na maioria dos estados brasileiros, se não for possível em todos, pois no #Campeonato Brasileiro da categoria em 2016, que acabou há um mês, dos 26 estados brasileiros, apenas 10 se fizeram representar na competição.

Estados como RS e SC, que possuem equipes masculinas nas principais divisões do futebol nacional, não tinham nenhuma equipe participando. Clubes como Grêmio e o Inter, por exemplo, desativaram seu departamento de futebol feminino há anos. Cabe ressaltar que a iniciativa da CBF representa um grande passo, mas há uma longa caminhada até que alguma ação concreta seja de fato adotada para a valorização do futebol das meninas. #Seleção Brasileira