Até as Olimpíadas de Londres, o boxe olímpico era uma das poucas modalidades na qual participavam apenas atletas que não eram profissionais. No entanto, faltando apenas 10 semanas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA, em inglês), presidida por Wu Ching-kuo, permitiu que, pela primeira vez na história, na modalidade masculina, lutadores profissionais possam competir nas Olimpíadas.

Outra novidade nos Jogos do Rio é que os boxeadores não usarão capacetes protetores – equipamento padrão, desde as Olimpíadas de 1984.

Descontentamento

Mesmo que a decisão de permitir profissionais nas Olimpíadas tenha sido aprovada por 84 dos 88 votantes pertencentes à AIBA, em um congresso realizado na Suíça, o fato está sendo encarado como um grande retrocesso para o boxe por alguns lutadores, pois colocar, em uma mesma competição, profissionais e amadores, poderia ser algo desastroso, uma vez que os lutadores profissionais podem infligir sérios danos físicos aos jovens atletas olímpicos.

Publicidade
Publicidade

Por outro lado, acostumados a lutar somente três rounds ao invés de doze, os amadores poderiam vencer e prejudicar a carreira dos profissionais, acostumados a lutas mais lentas ou cadenciadas - que além disso, correriam o risco de terem contratos cancelados ou perderem grandes patrocinadores.  

Esportes diferentes

Carl Frampton, boxeador irlandês profissional, divulgou uma mensagem no Twitter, discordando totalmente da decisão: “É ridículo autorizar pugilistas profissionais a lutarem nas Olimpíadas! São dois esportes diferentes. É como um jogador de badminton jogar tênis”, declarou, indagando ainda como e quando os profissionais poderiam se qualificar para competirem nos Jogos Olímpicos do Rio, faltando tão pouco tempo para o início das competições.

Um dos nomes mais conhecidos do boxe, o ex-campeão Mike Tyson, também criticou a mudança na modalidade esportiva para as Olimpíadas.

Publicidade

Segundo Tyson, é algo “ridículo e tolo”, e como as regras são diferentes, segundo o lutador, os boxeadores amadores acabarão sendo beneficiados.

Mesmo com o caos político enfrentado pela Venezuela, será neste país, em julho, que a AIBA realizará um torneiro que qualificação, disponibilizando um total de 26 vagas para os pugilistas profissionais poderem competir no Rio de Janeiro. #Rio2016